domingo, 21 de junho de 2015

Network Adventure Bugsite



Eita, jagunço! Mas que raio ser esse Nétiuorquí Adiventure Buguisaite? Isso aí é jogo de robozinho futurista?

Essa bagaça aí é mais uma das várias cópias vagabundas de Pôquemongo que brotavam as pencas no Game Boy Color japonês (isso se não eram joguinhos de cartas). Quem gerou esse jogo se chamava Smilesoft, uma empresa japonesa porta dos fundos (que o dono foi até preso por prostituição infantil) especializada em fazer as "versões alternativas" das rinhas de poodles atômicos, sendo até populares na China para fazer bootlegs baratos e vender não só para os seus vizinhos de bolso curto, mas também para os estrangeiros mão-de-vaca e estúpidos. Um exemplo disso é a série mais famosa deles chamada Telefang (um tipo de Digimon em celular com gráficos Zelda) que até foi usada de bootleg sob os nomes Pokémon Diamond e Jade. Tanto com os Telefangs quanto o Bugsite (que é dividido em versão Alfa e Beta, sendo iguais e tendo apenas diferenças sutis de bichos como Pokémon), vinham com uma anteninha que plugava no portátil, só que servia para nada além de enfeitar e ficar se mostrando pros coleguinhas da escola.

Acho que a Game Freak vai ter que pagar royalties aos chineses... Só acho...

Enfim, voltando ao Bugsite, o que difere ele a ponto de seus irmãos de empresa é por ser um dos pioneiros (talvez) a brincar com a temática de interagir em um mundo realmente digital nos RPGs, como se estivesse dentro da internet, no padrão dos Megaman Battle Network; Apesar de ainda ser em sua essência uma arranca-rabo de amigos imaginários.


De acordo com minhas pesquisas para saber o que essa bagaça de jogo se trata (afinal estão lembrados que línguas japônicas são iguais hieróglifos em Cucamonga), é sobre um mundo virtual na internet em nosso mundo real, dividida em quatro grandes servidores administrados por quatro empresas Microsoftianas e uma que parece fazer a manutenção da bosta toda. O pirralho protagonista é filho de um tipo de milico da internet que acaba tendo o sonho de um bug virtual pedindo por sua ajuda, indo atrás do bicho e virando um representante dessa polícia, enfrentando uns hackers picaretas em suas aventuras.



Há o mundo real representado pela cidadezinha que o moleque vive e o mundo digital, acessado pelos computadores e que levam o fedelho a servidores que representam cidades, com locais para explorar, lojas, portais para novos servidores, etc. De acordo com o avanço no jogo, vai ganhando senhas para liberar os demais servidores. O ponto do jogo são os tais bugs, sendo que encontrará demais donos dos bichos que vão tretar com você ou bugs aleatórios. Cada bicho tem seus elementos (fogo, gelo, água, lâmina, especial, etc.), aquela picaretagem pedra-papel-tesoura de sempre.



É um jogo de 2001, então tenta tirar ao máximo a capacidade do GBC. Mas só tenta, sendo que os gráficos ainda pecam de certa forma, até mesmo nas fotos dos personagens. Além disso, tem a trilha que só se resume àquelas pipocadas barulhentas do portátil. Mas fora disso, até daria parabéns pelo esforço em tentarem detalhar a cidadezinha real junto com servidores, esses tentando dar aquela visão estereotipada do 3D transparente colorido de neon dos VRs, já pode dizer para o fã doente de Megaman que uma empresa boca de porco chegou na mesma ideia quase ao mesmo tempo que a Crapcão nos portáteis (Battle Network é do começo do ano e esse treco é do final. Apesar que, sendo boca de porco, é bem capaz de ter ido na onda e feito algo em poucos meses após o Megaman). Já a jogatina em si não é novidade, é só um padrão falsamente sofisticado de Pokémon/Digimon.


Não há uma tradução de internet completa, menos ainda um detonado para acompanhar, é tentar jogar na raça ou esperar algo aparecer. De temática foi bem promissor, mas não espere muito se for explorar essa bagaça.

PS.: Para quem quiser ver o site oficial ainda funcionando e o fansite em construção com os bichos listados de acordo com as suas empresas no jogo, aqui estão os links.

http://www.rocketcompany.co.jp/bugsite/index.html
http://www.cavestory.org/andwhyis/guardian/

Nenhum comentário:

Postar um comentário