sexta-feira, 19 de junho de 2015

Survival Kids 1 e 2


Dupla de jogos da Konami nas veias do Link's Awakening, mas na temática de pirralhos tentando sobreviver em uma ilha deserta, só faltando uma bola surrada para fazer confidências e vários merchans da FedEx sendo esfregados em sua cara. Esses jogos inspiraram uma série no Ñintendo DêÉse chamada Lost in Blue, que seria mais "modernosa e descolada".


Survival Kids


Chamada de Stranded Kids no Japão, foi lançado em 1999 e era mais um daqueles juguetes do portátil que permitia escolher entre um moleque ou uma mina. Aquele que você escolhesse era posto em uma história na qual estava em um navio comemorando o aniversário junto com o "Pai Aventureiro", até que uma tempestade ferra com tudo e o fedelho para em uma ilha deserta apenas com a "Faca do Rambo" que ganhou de presente, um cantil e a mochila.



Desse momento em diante, o jogo é bem parecido com o jogo de Zelda já mencionado, porém a troca entre telas não é tão fragmentada como tal. São encontrados galhos, peles, frutas, cogumelos, etc. que você pode guardar na mochila. Há um comando de juntar certos itens no menu para formar ferramentas como acendedores de fogueira, machados, varas de pescar, arco e flecha, etc. Animais são encontrados no caminho, podendo matá-los e comer a carne assando no fogo que pode acender para essa mesma utilidade ou para afastar os animais a noite quando for dormir fora da cabana, essa que serve como um QG em que pode estocar itens quando não há espaço na mochila. As frutas e cogumelos também são fontes de alimento, mas elas causam efeitos diferentes como envenenamento, confusão, etc. e o jogador só saberá diferenciar depois de experimentá-las pela primeira vez.



O boneco pode ficar cansado, com fome e com sede a medida que o tempo vai passando, precisando sempre se alimentar e arranjar um lugar para dormir. Há mudança de dia pra noite, bem como os dias que vão sendo contabilizados durante a estadia na ilha. Há vários finais dependendo dos dias que passou, das áreas que investigou e até mesmo dos itens que deixou de usar ou de procurar. Mas como o jogador é lançado a "Deus dará" sem pistas, vira uma tarefa de Mãe Diná saber o que precisa fazer para avançar no jogo, independente do final que pegue. Durante o jogo acaba se encontrando com um macaco que não serve para nada além de enfeitar a foto do personagem no menu (o Wilson do jogo, praticamente) e a criança do sexo oposto da escolhida de acordo com o avanço que fez (para dar aquele pique do De Volta a Lagoa Azul que é recorde de reprise na Sessão da Tarde, mesmo que não reprisem mais essa bagaça nos dias de hoje).


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Survival Kids 2


Sequência, porém não direta, de Survival Kids de 2000, não sei se foi feito ao mesmo tempo ou o primeiro jogo fez algum sucesso e correram para fazer esse (o que não deve ter dado muito trampo). O subtítulo em niponguês é algo do tipo "Fuga das Ilhas Gêmeas". São novamente duas crianças (dessa vez dois irmãos) aprontando altas aventuras contra uma gangue da pesada de vilões gananciosos atrás de um tesouro que o vovô deles escondia em alguma ilha durante a guerra.


O moleque escolhido, dependendo da escolha inicial do jogo, para ou na selva ou no xilindró dos bandidões, precisando encontrar o mano perdido e fugir da ilha (talvez dar um troco nos bandidos de meia tigela), tudo dependendo do avanço no jogo e definindo novamente o final do mesmo.


Como o primeiro jogo, você precisa administrar sua energia e as necessidades fisiológicas como o cansaço, fome e sede, bem como achar itens por aí e fundí-los para sobreviver na ilha. Também há um mascote, sendo um papagaio que fala até demais da conta, porém sendo útil em catar itens longe de seu alcance ou dando dicas do que fazer. Apesar do padrão ser ainda Mãe Diná, diminui um pouco não só com o papagaio dando palpites, mas o próprio moleque dando uma ideia vaga do que poderia fazer quando chega em algumas áreas do jogo, já que o enredo é mais presente nessa sequência.


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Os gráficos do jogo são bem simples, sendo mais uma "cópia" do Zelda Game Boy (por sua vez cópia do jogo do sapos feita pela própria Ñintendo, o Kaeru no Tame ni Kane wa Naru, já analisado aqui na Cucamonga), porém com uma evolução até que decente na sequência. A mesma evolução se dá nas trilhas, em que a trilha insossa do primeiro dá lugar para batidas mais animadas e até bonachonas. A ideia de utilizar e fundir itens para criar novos é bem legal, mas o problema está na questão de ter um enredo para avançar, porém não ter pistas do que deveria fazer (pelo menos no primeiro jogo), precisando bater a cabeça ou pegar logo um detonado para facilitar a vida de uma vez.

No geral, os dois são decentes e tem uma premissa legal, mas só joguem se tiverem saco de seguir um detonado ou vídeos no Youtoba para não ficar boiando por aí.

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