sábado, 6 de junho de 2015

Panic! aka Switch



Como estão cucamonguenhos? O estoque explosivo usado para atordoar os tubarões na minha pesca particular unicamente usada para testar a potência do meu arsenal de uso cotidiano acabou numa hora oportuna. Pude notar bom êxito em atingir os rotundos bastardos aquáticos com a sempre funcional .44, isso após determinado domínio dos coices e resistência de ter os tímpanos fragilizados pela embriaguez das aguardentes altamente concentradas vendidas nas imediações de Cancún. 

Mas a extenuante atividade me fez retornar a afazeres culturais menores, a exemplo de encontrar um jogo a muito tempo protelado… Mas que porra de futuro vou ficar esperando?! Jogos às pencas revelados, menos de meia dúzia de tirinhas degeneradas publicadas, constante acréscimos no layout, então não há mais chorumelas me impedindo de segurar material e descer a lenha de vez neste joguinho fétido. 



Os que acompanham a rotina do blog, sabem o quanto desprezamos o S(M)ega CD: uma cuspideira ônix acoplada no Genésio feito um tumor plástico. Diferente do PC Engine, pioneiro no uso da mídia CD, que recriou afã pelo sistema subscrevendo a porrada de genéricos para o original Hu-Card, o catálogo em disco contou com clássicos do arcade cujos arranjos musicais deram proposito justo pra sua existência. O Mega CD não. 

Se o Mega Drive foi uma resposta massacrante para o limitado NES, contendo boas aproximações dos fliperamas Sega com forte enfoque na América deveriam então lançar uma expansão capaz de bombardear com mais desses jogos, contendo boa orquestração, uso bem pensado de seus up grades extras jogando o melhor também daquilo feito unicamente pro aparelho com adicionais de ponta. 




Mas pra quê? “Não vamos fazer porra nenhuma, vamos contar com os duzentos full motion videos, ports requentados e compilações de coisas pré históricas japonesas, vamos só lançar Sonic CD e Shining Force CD, o dinheiro vai nos afogar na tesouraria pra comprar ópio”.Pode ser que tenha coisas boas como Silpheed, Snatcher… Mas tudo poderia caber nos cartuchos com suas devidas deduções, só despontaria mais o Mega e questionaria o valor do SNES enquanto os bastardos não lançassem um sucessor a altura. 

Entre as marotagens saíam umas porras “cabeça”, feito a bomba do Mansion of Hidden Souls e esta maçaroca da Data East, que despencaria o sorriso de qualquer criança querendo ninjas ou criaturas antropomórficas cheias de estimulantes nas veias. A porra do jogo mais lembra os primórdios dos sites em Flash, pesados pra caceta. Fica apertando botões intercalando animações nonsence 30 anos pós Monty Python e viagens pra outras salas ciclicamente nessa linha. 




A questão é não cair nas parcas zonas de perigo, enquanto acumula mais e mais animações tocando os botões. O jogo é muito coió. Não tem o pensamento de viciar o jogador como num fliperama, tampouco exercita seu cérebro proposto pelos jogos de PC tentando dominar esta área do mercado, e nem como interação presta, sequer assistindo num telão de plasma + home Theater + refletores de rave + algum mantra hipnótico enquanto se entorna de LSD vai funcionar. 

Falso jogo artístico, vale pouco ver as animações brocoiós que tentam punhetar Crayon Shin Chan e Terry Gilliam. Se quiser torrar um DVD cata pra PS2, usa um emulador ou compra num leilão e posta por aí pra dizer ser bem sucedido, só não vai pegar mulher, mas num tempo animista, é balela pra muitos.

OBS: Pra não perder tempo...



Um comentário:

  1. Tanto o Sega CD quanto o 32X foram fracos, na minha opinião.

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