domingo, 14 de junho de 2015

SNK vs. Capcom: Card Fighters Clash



No surto de monstrinhos eletrônicos e cartas colecionáveis, a SNK oferece algo menos merdalheiro, dando uma maquiada legal daquilo tirado de Pokémon TCG  (tanto a versão real quanto o jogo de GBC), pondo cartas das duas fabricantes para brigarem. Como de via, vendem o mesmo jogo contendo duas versões, enaltecendo mais uma do que outra, com direito a cartas exclusivas. 


Antes de começar, precisa escolher entre um garoto ou garota fanboys de determinada companhia, agora imagine quem representa da crapcão? Você possui um baralho bastante limitado em poderio para disputar contra outros, deve também ir editando o deck para ir ampliando sua força, senão a galera te faz de pato nos diversos centros onde esses viciados passam suas tardes, uns puxando a sardinha de determinada empresa. 

Suas cartas guerreiras baseadas nos personagens do catálogo SNK e o da Capcom lhe acumulam pontos especiais e tem uma numeração de ataque, devendo pô-las em campo uma a uma quando não se vale de efeitos especiais das cartas próprias para isso.  Quando os pontos acumulados forem suficientes, você pode atacar o rival com uma ou ataques conjuntos, inclusive umas fortalecem seu impacto de acordo com a afinidade entre personagens, fora o poder especial de algumas influindo na partida. 


Se o adversário tiver cartas em campo, elas anteparam o impacto e subtraem o poder de ataque da sua. Ex: se a sua tiver 300 de dano, e a de defesa tiver 200, ela é descartada e ainda deixa o seu combatente com 100. Agora, atacar de uma vez lhe deixa desprotegido quando o outro tiver cartas na mesa. Sem carta nenhuma defendendo, você sofre direto no HP, o mesmo também pra carta que superar a outra em ataque, a diferença recairá nos pontos de vida que levados à zero, encerra de vez a partida. 

Ter cartas com ataque muito alto não é bem a estratégia certa. Precisa ver melhor as cartas que causam um bom estrago quando juntas, as de efeitos especiais (consumindo pontos especiais) ou aquelas que lhe conferem bastante SP.  A dificuldade maior da partida é mais no acúmulo demorado das melhores cartas, porque os jogadores de alas mais avançadas nos centros vão embarreirar o seu progresso enquanto não tiver a melhor mão. É como na vida real, vence sempre esses playboys que se enclausuravam nos condomínios pra jogar retirando a nata de cartas raras dos diversos baralhos comprados pelo pai, geralmente um abonado na vida, enquanto um pobretão com muito auspício teria vitória só na malandragem como de fato acontece num carteado tradicional. 


A Expand Edition limitou-se ao Japão, refazem a arte ainda super deformada (algumas num traço comum), acrescentam mais umas dezenas de novas tanto de personagens quanto de efeitos especiais. No tocante segue a premissa dos demais e por isso mesmo a chance de enjoar tentando acumular o filé para derrotar os riquinhos dos torneios demora, é mais pra fã sem noção ou gente viciada nesse tipo de gênero. Pelo menos o jogo era um dos poucos bem feitos para a época, trazendo pelo menos seres dos arcades. Hoje chovem esse tipo de game na Steam, inclusive o DS ganhou uma versão posterior, aumentando o leque de personagens e recursos da partida, mas o acabamento soou preguiçoso, esse pelo menos extraiu as limitações do Neo Geo Pocket. Divirtam-se!

3 comentários:

  1. Crássico esse jogo. Um dos pioneiros entre o cruzamento das duas empresas. Ótimo post!

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  2. Um dos exclusivos de Neo Geo Pocket que justifica a sua existência para a época.

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