domingo, 14 de junho de 2015

Touhou - Pentalogia



Um exilado da Taito pra lá de esquizofrênico chamado "Zun" resolve programar em 96 um jogo indie/doujin pros cultuados computadores boca do lixo PC-98, que você, caro leitor da Cucamonga, já conhece algumas de suas coisas. De todo o legado da plataforma talvez a série mais popularesca no mundo todo tirando uns adventures multiplataformas adorados por lá devido as chanchadas, Touhou (chamado por muitos de "torrou o saco"é sem duvida uma série que se postergou o bastante e até demais se for ver o quão frustrante é jogar um shooter despejando fogos de carnaval enquanto você usa uma bruxinha mirrada para desviar dos rojões faiscantes. 

Mas antes dos tirinhos psicossomáticos consagrados já no Windows, Touhou teve uma fase no PC-98 contendo 5 títulos pra lá de toscos e não faço a mínima ideia do porquê dela ter sobrevivido perante outros games de maior qualidade, eu só posso enxergar o fetiche por menores naquele arquipélago do antigo Oda. Vamos a eles:


The Highly Responsive to Prayers (1996)


Um Arkanoid onde a esfera em formato de yin yang precisa estourar os blocos superiores e não atingir a noviça xintoísta que controla a sua trajetória atirando na mesma. Se o tempo estourar, vários tiros recaem sobre  ela, ah, os chefes cospem bolinhas infinitas, matando ele, pode escolher seguir entre um dos cenários chamados de paraíso ou inferno. Os gráficos fariam mal a qualquer epilético.


The Story of Eastern Wonderland (1997)


O princípio dos bullet hell, o batido esquema de shoot n' up vertical na temática marafenta com o adicional dos pipocos, lasers e esfera de energia fazerem uma rave no teu singelo monitor CRT. Só...


The Phantasmagoria of Dim.Dream (1997)


É a mesma demência, porém compete contra outras 3 clérigas à escolha também no começo do jogo, vendo quem chega na linha de chegada, SE chegar lá... Uma réplica piorada do fliperama Twinkle Star.


Lotus Land Story (1998)


A festa do ácido segue adiante voltando a regra do segundo jogo (menos depressivo), havendo uma bruxinha como segunda opção pra travessia do ano novo chinês e pronto... Nada mais a declarar meritíssimo! Um troço mal feito desses em pleno ano de 98 só me faz lembrar aqueles games cheios de vírus vendidos nas bancas de jornal.


Mystic Square (1998)


A festa do ácido segue adiante voltando a regra do segundo jogo (menos depressivo), havendo uma bruxinha como segunda opção pra travessia do ano novo chinês e pronto... Nada mais a declarar meritíssimo! Um troço mal feito desses em pleno ano de 98 só me faz lembrar aqueles games cheios de vírus vendidos nas bancas de jornal. É, eu copiei o texto, porque é a mesma lavagem de porco, agora o cara só acrescenta mais duas garotas.

E essa é a origem cavernosa de uma tralha cultuada por esses calhordas otakus que estimulam a fabricação de jogos nesse gênero que afugentou a maioria que jogava shooters normais devido a impossibilidade de varar noites tentando fechar mas que após muito sofrimento tinha a realização concluída. See ya later, alligator!

2 comentários:

  1. Respostas
    1. É que boa parte dos jogos japoneses é formada por shooters, então separo os mais icônicos ou malucos.

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