segunda-feira, 6 de julho de 2015

Mega Man e Mega Man III DOS


Mega Man


Essa coisa pode ter ficado cult, nunca se sabe, mas eu trago uma resenha sobre os dois jogos de Mega Man para o MS DOS por desencargo de consciência. Do mesmo jeito que alguns games do Nintendinho receberam portabilidade funesta para o sistema malocado do titio Bill de algum junkie como aquele filminho dos piratas do vale do silício deixaram a entender, Mega Man não seria exceção à regra. O que dava a entender ter sido programado pela Capcom US é puro engodo pra disfarçar uma empresinha fundo de quintal chamada Hi-Tech em que talvez seu único funcionário seja  Stephen Rozner citado no crédito final dos dois games, faz todo o trampo do jogo, já devem perceber no que isso levou.


Não que Mega Man fosse uma maravilha visual, a arte do Inafune era bem tosqueira, no mínimo a arte monga casava bem e era menos sórdida que as ideias conceituais americanas, só que trabalho final ficou horrendo demais. Conseguiram deixar o herói mais feio combinando com os inimigos insetos e obstáculos pouco criativos. O serviço de porco foi tão grande que contamos somente com 3 chefes Volt, Dyna e Sound Man.


Os temas também nada combinam com robôs mestres, coisas bem genéricas (poços de lava, água, gotas de ácido caindo e abelhas mecânicas tipo as do Hard Man) . A dificuldade é risível e em certos momentos a má programação quer que tu tome dano mas tudo isso é superado principalmente no quebra pau com chefes de padrão mais batidos se comparados aos da série clássica, faz Toad Man parecer um desafio alto nesta bagaça.  Depois vem o Wily, as revanches e um tanque bípede atacando duas vezes, na segunda o velhote maluco exposto em sua cabine.


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Mega Man III


É, não tem o 2, o mais memorável, todavia, não se enganem, este nada segue o original. 6 chefes agora, alguns elementos  a Capcom deve ter pego seja por terem curtido ou porque gostam de fazer troças veladas nas suas coisas feito o fato de mega man poder nadar e ter um inimigo náutilo no 8. Nesse III temos mestres mais criativos: Torch, Shark, Oil, Blade, Bit e Wave Man, copias do design dos chefes de NES. Alguns nomes soam familiares nas franquias  do anão azul e as semelhanças param por aí.


Deixando a arqueologia de lado, as fases são extremamente idênticas, labirintos entupidos de barris de óleo, gotas de ácido caindo, disparadores rotatórios de lasers e uns inimigos genéricos atiradores. Pra não dizerem que cagaram tudo, incluem uma versão psicótica do robozinho do capacete e aquele do escudo que atirava, o tal Sniper Joe. A única fase menos pior é a do Shark Man, por explorar bem o conceito natatório do personagem e mesclar cenário de gruta e navio afundado, a única parte em que Rozner dá melhor esmero a esse jogo cretino.



Corram desta furada, é pior, mas muito pior que as bombas saídas no Game Gear ou Wonder Swan. Só serve mesmo pra constar esta aberração e a inusitada ideia de portarem o jogo pro DOS modificando tudo. As duas tralhas ainda mexem com a mente coletiva das video gameras e elas recriam a arte dos chefes e se dão o trabalho de criarem músicas temas pra essas coisas. Vejam o vídeo abaixo:


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