quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Yie Ar Kung-Fu 2: The Emperor Yie-Gah



Yie Ar Kung Fu era um jogo de luta feito pela Konami bastante sofisticado caso seja comparado entre outros pré Street Fighter II. A maioria se restringia naqueles "x1"  focados no caratê. Neste arcade tínhamos adversários sequenciais diversificados lembrando os filmes clássicos mambembes da asiática Shaw Brothers sem contar os detalhes chavões do gênero - Bônus, perfect e tela de versus. É quase certeza a Capcom ter plagiado Yie Ar Kung Fu para criar o seu "Fighting Street", ao menos a cachorra fez da sequência um marco no estilo e dele se valeu prevendo futuras reedições. Quanto a continuação da pancadaria shaolim da Konami... Se a adaptação doméstica cortou  muita coisa incluindo um controle competente, a sequência corrige a pobreza do primeiro, exagera bem no horror show e falha nos muitos componentes para um produto final satisfatório.


Eu não tenho a mínima paciência para ler historinha de videogame, acho todas feita nas coxas. Parece que sobra sempre um filho da puta aporrinhado, digitando uma trama fuleira enquanto sofre de constipação para ter o que encher linguiça num manual alterado por outro equivalente no ocidente encabeçado de embaralhar mais os originais e justificar seu emprego fachada com propósitos offshore. Mas vamos a ela, vocês gostam dessas novelas complexas: O sucessor do porradeiro do Yie Ar Kung original precisa sentar uns tapas e gritinhos de pavão no cio contra os remanescentes da gangue antagonista Chop Suei, lideradas nesta sequência por um tranca-rua intitulado "imperador  Yie-Gah".

Me focarei na versão MSX porque a Konami devia promover bacanais idolatrando o sisteminha xarope 8-bits da ASCII e M$. Contrapondo o primeiro da versão doméstica, temos a quantidade original de oito adversários, cenários detalhados, ante-salas antes do mestre e modo versus. A cada adversário é preciso porrar chinezinhos voadores vindos de toda direção numas 3 salas. A vantagem de socá-los é acumular ópio pro chazinho cabeça, mas o bom mesmo é revezar a estapeação enquanto vai no sapatinho, nos níveis finais é certo apanhar se for tentar acertar todos.

Os guerreiros principais ficaram mais absurdos tal qual as continuações desse tipo de filme: Temos um cara atacando com seu cabelo trançado, um gordo peidorrento, um zé pilintra de máscara voadora macumbada e o tal imperador Yie-Gah só mandando raios pra te pegarem. O controle é o grande problema. No arcade o camarada jogando sofria certa resistência mexendo o direcional para enfim aprender que direção desferiam o golpe adequado, nesse daqui o controle além de não ser responsivo o bastante precisa apertar dois movimentos para efetuar o pulo indispensável nas esquivas e que permite proximidade nos xinglings fujões, escrotos por combarem sem perdão quando for tentar acertá-los usando os golpes estranhamente iguais no efeito.


Os itens não melhoram tanto as tuas condições. A vida apenas acumula fazendo altos combos e ganhando de perfect; O chá melhora a vitalidade, porém custa coletar as folhas e guardar os recipientes. A tigela de miojo presente na tela do chefe te torna invencível por certo tempo, geralmente te garantem tirar metade da barra de HP do cuzão, isto é, se não apanhar pros Umpa Lumpas da marca de temperos Chinesinho ou ser atacado numa larga sequência. A Konami fez até uma teatralidade sobre o pai deste Bruce Lee genérico aparecer com um chá pra tosse estando você perto de visitar o IML. Para isso tinha que fazer o MSX de puta experiente enfiando o cartucho da primeira tranqueira no slot sobressalente.

   
O modo pra 2 permite que o segundo jogador escolha alguns dos principais guerreiros com atenção específica de uma jaçanã fazendo do jogo quem sabe o primeiro a ter uma mulher selecionável neste segmento. Pra mim um mero adorno, para as gameras atuais, motivo de discussão quanto a conquista da mulher por um espaço num ambiente eletrônico insólito, degenerado e vil.

O MSX tinha umas coisas bem tosconas apesar de apresentarem excelentes ideias, comparados as primeiras linhas da NEC, a máquina faz bonito visualmente. O jogo também mostra boas diferenças justificando jogá-lo como sequência. Soa importante para uma visitação da primeira edição deste computadoróide. É um jogo de luta pensado totalmente para uma máquina 8 bits, roda-o muito bem sem apresentar cortes ou frustrações de tentativas abortivas daqueles socando clássicos num downgrade violento.

2 comentários:

  1. Joguei muito do primeiro, mas o 2 eu ainda não tive o prazer de jogar.

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  2. Não sabia que existia essa versão,parece que não fugiu em nada dos clichês e jogabilidade estranha.O primeiro eu joguei bastante no NES e gosto muito dele,mesmo assim acho o controle estranho.
    Mesmo a Konami sendo fanboy da Microsoft eu perdoo ela por causa de Contra kkkkkk

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