quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Brute Force



Quebra pau de 91 entre gangues com heróis tipo aquele filme Os Selvagens da Noite, usando do mais singelo taco à guitarras, lança chamas e submetralhadoras, detonando o cenário inteiro anos antes do primeiro Grand Theft querer recriar as guerras urbanas num jogo eletrônico (talvez deva algo para a discreta produtora Leland Corp, afinal, a arte da tela ou mesmo os gráficos são muito puxados). 

Você controla uma espécie de gangue protetora da vizinhança e ela deve expulsar da área as gangues temáticas agindo num determinado trecho do bairro com alguma ação diferente a ser feita. Eu não sei se foi mera preguiça de programarem níveis novos ou se aqui valeu uma busca criativa, porque é interessante você sair do mesmo ponto da rua rumando para estações de metrô, o subúrbio, telhados e esgotos, na busca dos chefes de gangue com a cabeça à prêmio lembrando também aquela tela de procurados em Sunset Riders

O teu caboclo comba golpes intercalando voadoras especiais, combinando os botões de ataque e de pulo. Junto a isso é possível agachar, arremessar vagabundo e plantar bombas coletadas. O pulo ainda permite carregamento para aumentar a potência, isso faz o sujeito se atirar horizontalmente, importante na esquiva contra UZIs ou fossos crescentes conforme avança os níveis. O cara ainda reforça atributos catando do chão sneakers, lanche, halteres e colete à prova de balas.

As armas tem de todo porte: taco & bolas de basebol, perna de cadeira, guitarras, garrafas e crescem seu nível de destruição para submetralhadoras, lança-mísseis, maçarico e granadas, num fliperama é arsenal pra caraco e é muito divertido tentar descobrir o que é possível destruir pelo cenário, deram um capricho nisso. 

As facções começam bem simplórias na formação, com os típicos punks e skinheads somente usando armas brancas, depois vem latinos usando lança-chamas, molotovs, carros atirando, o ápice mesmo fica com os terroristas no telhado cheios de granadas. A maior merda ao meu ver é a dificuldade sacana conforme progride. Os obstáculos aumentam e com isso os marginais te botam contra parede e seu boneco morre muitas vezes seguidas, caso não saia do ponto, contudo é possível dedicar-se para fechar Brute Force com poucos creditos. 

Fliperama recomendadíssimo, é como se fosse uma versão direta ao ponto das trocas de tiros dos primeiros GTAs apresentando cenários detalhados, variedade alta de golpes, armas fora os obstáculos criativos. Incluíram até vozes digitalizadas dos caras fazendo aquelas gírias homies terminadas em rima, só a música é que capengaram. Aprovado!


4 comentários:

  1. Adorei o visu dos personagens com esse contorno preto, ótimo post =D

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  2. Saudades ETERNAS de jogos assim! Esse visual punk dos anos 80 é demais!

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  3. Sempre os arcades, fonte inesgotável de bons jogos.Não fico surpreso de não conhecer Brute Force, se existe uma biblioteca que sempre aparece com algo interessante que desconheço, essa biblioteca é dos jogos arcades.Sem falar que os consoles clássicos beberam muito dessa fonte.

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