sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O Confronto Final (Southern Comfort), 1981, Walter Hill



Esqueçam o nome preguiçoso BR, o original Southern Comfort tanto ironiza  a “hospitalidade sulista”  quanto a bebida antes favorita da Janis Joplin, estrelado pelo irmão do David Carradine, Keith Carradine da Cavalgada dos Proscritos e  Powers Boothe nos dias atuais interpretando o juíz daquele seriado dos McCoy & Hatchfields

Bom filme misturando dois gêneros em voga na época: Vietnã + caipiras loucos. Ele também carrega a típica marca do diretor Walter Hill, geralmente um grupo de indecorosos briguentos sobrevivendo a um lugar hostil, bem na pegada dos Selvagens da Noite, aqui no caso um grupo de cadetes caçados por cajuns, uns caipiras isolados falantes de um dialeto ameríndio e francês nos bayous do estado da Louisiana. 

Um grupo indisciplinado de recrutas da guarda nacional precisa fazer o procedimento habitual de enfrentarem o pântano,  pra alegria da moçada, um dos milicos resolve marcar encontro com umas putas do outro lado da margem. O grupo é composto por aquela molecada que vai pro exército só pra mexer em armas, além dos malucos e gente merdeira de outras divisões mandadas pra lá. 

Na trilha começam a arrumar encrenca, mexendo nas peles e roubando as canoas dos cajuns, indo de mal a pior atiram festim quando eles de longe os observam e não tardam a encherem de chumbo o sargento do pelotão. O grupo totalmente desorganizado deixam os rádios caírem na água, gastam munição a toa e inicialmente pretendem por as mãos na caipirada responsável por matar o seu superior, e o oposto acontece. 

Quando acham um dos caipiras logo tratam de surrá-lo e explodir sua casa, ato de um dos soldados panqueca das ideias provavelmente aqueles americanos com surtos psicóticos, daí compram mais briga com os rednecks que valem-se de táticas quase idênticas aos vietcongues. E não é só, o próprio pelotão falta matar uns aos outros e não se importam com o segundo posto na liderança pelo finado sargento. O segundo em comando apenas repete os dizeres do manual de sobrevivência e nada mais. 


Curtam este excelente filme, numa excelente justificativa de unirem dois nichos de combatentes, bem naquelas ideias pensadas por todos quanto a crossovers: "E se soldados enfrentassem caipiras loucos?" Pior é que o diretor disse não ter feito alegorias aos clássicos de guerra no Vietnã, coincidência e blábláblá. Se puderem ver bebendo o licor homônimo, aproveitem!


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