domingo, 25 de outubro de 2015

The Hybrid Front



Hora de meter muito soco no rim, tapa na cara e corte de mão, como diria a saudosa turma PM do Linhares, com direito a batida na sola do pé. Ensinar esses zé ruelas que se admiram demais com muitos jogos de estratégia niponianos que glamurizaram demais e o povão acha que é bonitinho e desafiador demais. Estou falando de você, Fire Emblem, jogo vagabundo e salafrário que virou simulação de casais que já não bastava a novelinha mexicana de boa parte de seus títulos, desviando do arroz e feijão já satisfatório da porradaria medieval fantasiosa. Ou até mesmo do Famicon Wars, esse que até evoluiu para os Advançados Uórs e tem elementos que já estiveram e são melhores nessa jogatinazinha que falarei. Minha nossa, até mesmo a Quadrado Eunuco que se valoriza de seus isométricos já batidos da Fantasia Sexual Penultimal nos seus portáteis, até incluo a própria Sega e vários outros estúdios de jogos atualmente com títulos estratégicos bem genéricões voltados para o publico otacu da Nipônia ou os hippongas mulher de vagabundo aqui do ocidente.


Essa bagaça digna de menção, essa Frente Híbrida aí do Mega Drive, não sei se é chamado assim porque era estiloso aos ouvidos dos programadores chapados, ou é pela pagelância de lutas em todos os tipos de lugares pirados ou até mesmo devido ao grupo de "soldados da fortuna" com direito a velhos asiáticos barbudões, um tio engravatado, um moleque da quebrada pique aquele Skate do Istritis ófi Reigi e até mesmo uma velha pique Tia Nastácia pilotando naves para sentar o dedo nos manés, só sei que a safada da Sega com um estúdio capanga chamado Oniro, que sei lá se era independente ou não, acabaram lançando durante seus tempos áureos. Há suspeitas que os mesmos zés buceta que fizeram o Sakura Taisen, o Skies of Arcadia e até mesmo o mais recente Valkyria Chronicles tiveram dedo nessa empreitada distópica.


Esse jogo tá todo na língua dos hieróglifos leste asiático, só conseguindo entender uma palha do que tudo significa por informações escassas e pelo o que se interpreta durante a jogatina. A introdução já começa falando que desde nosso século 21, os países já esmerdalhados e desacreditados tiveram que depender de um grupo de conglomerados chamado CoCoON para manter a ordem, sem falar que os países do óleo quebraram pela nova tecnologia do hidrogênio, fazendo com que as empresas iniciassem um programa espacial. Mas como sabemos que libertários e minarquistas são pilantrões que pregam livre mercado e liberdade de expressão desde que não sejam dentro de seus feudos adquiridos na grana, quiseram abocanhar as nações com a dependência de seus serviços. Os paisecos então entraram em arranca rabos globais e espaciais com as corporações, essas ainda quebrando a bunda das nações com seus raios laser orbitais, assim subjulgando os países e fazendo com que esses criassem um tipo de Nações Unidas lacaia chamada PETO, essa que ainda deseja se rebelar das empresas. E para ajudar com as necessidades logísticas da reconstrução do planeta, contratam mercenários bostalhões chamados de Mulas, esses que também não são bem vistos pelos outros dois e também querem quebrar pau com os demais. Obviamente, os protagonistas dessa historieta toda são essas mulas, lutando pela liberdade e tentando impedir alguma maracutaia.


Finalmente indo para o que interessa, a jogabilidade, é um estratégia tabuleiro padrão, que não é o típico hexagonal que pipoca nos velhos jogos da Cega, só que com movimentos diagonais. Composto por volta de 27 cenários com tropas pré-determinadas, sempre seguido pelo desenrolar da história e diálogos antes e depois do arranca-rabo. Com mais ou menos 21 personagens adquiridos durante o decorrer do jogo, pode selecionar as funções que vão realizar antes de começar a fase, ou seja, se vão agir como infantaria, se vão pilotar os tanques, motos, caminhões, helicópteros ou as naves. Isso sem contar os soldados genéricos que também são incluídos para lutar. Pode posicioná-los no mapa manualmente ou apenas apertar o start para posições igualmente pré-determinadas.


Nas batalhas em si, é como se fosse a série do Famicon Wars e até uns outros jogos de guerra em que se captura cidades. Nos jogos em geral, há as características de terreno que podem auxiliar ou prejudicar suas tropas, sem falar em uma característica peculiar de projéteis ou bombas como granadas poderem errar o alvo, acertando um quadrado vazio, um inimigo diferente do desejado ou até um aliado dependendo do local que está posicionado e as estatísticas de acerto/erro. Boa parte do jogo se passa na Terra lutando com os dois exércitos ao redor do mundo, depois avançando para o espaço, a Lua e até mesmo Marte para os arranca rabos finais, tendo dessa forma combates em espaço aberto em terra ou espaço e combates em lugares fechados. O número de tropas do próprio jogador quanto dos inimigos é grande demais, só comportadas por mapas igualmente gigantescos, o que vai se tornando mais frequente com o avançar das fases, se tornando em uma experiência massiva de guerra. Isso é algo para ficar surpreso, já que estamos falando do Mega Drivo, apesar que o console em si não dá para trás comparado com o SNES, o que muitos cabaços chegam a pensar.


Os gráficos são muito bem feitos para esse jogo, os cenários dos tabuleiros são bem detalhados, lotados de cidades, florestas, estradas, bases espaciais, asteróides, etc, etc, etc. Os bonecos para as tropas e maquinários de guerra são bem detalhados e até mesmo bem pé no chão e conservador para uma historieta que se passa por volta do século 26 ou 27, sem falar que, apesar da pré-determinação de tropas, eles compensam com uma caralhada de máquinas diferentes. Personagens foram feitos por um ilustrador japonês doidão chamado Jun Suemi que já ilustrou aquela novelinha infinita que os otacus curtem chamada Guin Saga, um maluco similar em fama ao ilustrador do Final Fantasy ou da tia gótica doida do Castelo da Vânia. A música é um tipo de funkadelic eletrônico de guerra animado chapado nas balinhas, metade delas são originais, a outra são variações de tela dos temas principais para cada uma das facções, até mesmo uma das trilhas foi colocada naquele Fighters Megamix.



Agora, atenção! Uma ordem será expedida pelo alto conselho da Cucamonga para vocês, cucamongos fieis e forasteiros de plantão. Se vocês não estão enrolados com a polícia, credores, facções rivais ou conhecem alguém capacitado na exótica linguagem da terra do sol nascente ou até mesmo sabem algo de programar/hackear jogos, sem falar se vocês dariam o sangue ou a porta dos fundos para se alegrarem em tirar da cova uma quinquilharia merecida dos tempos de cafetão #1 pique Willie D. da Sega, se mobilizem e traduzam essa bagaceira para promover esse simulador que nos ajudará bastante a quebrar rabos dos libertários quando construirmos nossas naves de sucata para ir ao espaço. Ou se não querem começar um projeto do zero, há um gringo hacker doidão bem conceituado chamado Tryphon que trabalhou naquele Phantasy Star Generation 2 e até mesmo em um port treze de MD chamado Presepadas Zanzarilhadoras da Lâmina Psi-C-O'-Tica (ou Moving Adventure Psy-O-Blade para os anglicanistas escrotos) que procura tradutores para seu projeto no Hybrid Front, o cara até mesmo foi citado pelo saudoso tio doido da Gagá Games e demais capangas de terceira idade alcóolicos do Phantasy Star Brasil em um artigo do tal Generation. Se vocês tem culhões para isso, podem achar o tal gringo naquela conglomeração de hackers do Romhacking ou o fórum do Sega 16. Mas também, se esse blá blá blá for lido em um futuro pós-apocalíptico ou apenas bostalhento pacífico em que a tradução já foi feita, só digo para circularem.

Enfim, essa bagaça aqui merece o Selo Cucamonga de Qualidade, vê se tomam vergonha na cara e parem de jogar esses estratégias atuais mela cueca, ainda mais esses metidos a encontro de casais, além desses Megami Tensei/Personas da vida (que por sinal tá com um crossover escroto com Fire Emblem), e vão jogar o Patifaria Híbrida que vale muito mais para psicopatia em tabuleiro eletrônico.

PS.: Taí a trilha completa para dançarem junto com o Eggnik funkadelic em uma balada disco setentista underground.


5 comentários:

  1. Tive que me pronunciar, esse jogo é 5 estrelas na qualidade, quase um livro profético da merda que estará por vir, por isso me antecipei e rompi ligações diplomáticas com todos os blocos econômicos e nojices Nova Ordem.

    Quem souber nihoronguês estaria fazendo um grande favor procurando os grupos citados para traduzirem algo que realmente presta. Agora nesse ínterim de tempo, dá pra jogar na raça às c(S)egas.

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  2. Um tipo de jogo deste nivel merece toda a atencao em ser traduzido no Ocidente. Muitos titulos da Sega sofreram como este por aqui. A falta de prestigio e reconhecimento e muito grande para um grande game destes.

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  3. Jogo de estrategia e em japonês, ta ai uma coisa que n me atrai mto xD

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  4. Que loucura, esse jogo é incrível!Eu dei uma olhada a abertura do game, é de cair o queixo.Seja pelo trabalho nos gráficos e montagem das cenas, seja pela história, que mesmo sem entender japonês, fica claro que tem a ver com conflitos políticos e transição de poder.Até mesmo o clichê, sempre bem vindo, do satélite equipado com laser, bem no estilo AKIRA, apareceu no game.Muito legal mesmo.
    Doc.Mesmo não curtindo muito jogos de estratégia, esse deu vontade de conhecer melhor.Eu concordo com vc, precisamos urgente de uma tradução para o inglês dessa belezinha.Eu jogaria com certeza.Seria um belo contra peso as franquias mais adolescentes que o pessoal curte bastante que tbm possuem o mesmo estilo de gameplay, mas com temática bem diferente.THF, merece ser traduzido.

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    1. Muito bem dito. E até para complementar, até porque a cachola estava rachada e esqueci de citar melhor, o sistema na jogatina vai até um pouco mais além. Tem direito até a um sistema de experiência para os personagens genéricos e os de história, pulando nível se ganha um aumento de ranking (E-Ás), sendo que se um deles morre, a perda não é definitiva, mas reseta toda a experiência como uma consequência. A Sega montou uma bagaça bem interessante.

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