quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Coffy, 1973, Jack Hill



Esse filme aqui é bastante icônico no segmento blax, e também a gênese da mulherona dona de si que se defende contra qualquer agressor capaz das piores vinganças contra seus perseguidores enquanto transmite uma falsa impressão mais frágil. Pam Grier é uma atriz que vem logo a mente quando se pensa nessa linha de filmes. Uma vamp em seu tempo de glória e mesmo em aparições posteriores na série Miami Vice ou mais a frente em Jackie Brown ela ainda não era de se jogar fora. Protagonizou dois grandes filmes que valem ser assistidos a qualquer momento pela quantidade de pérolas existentes neles.

A enfermeira Coffy jura vingança contra o sindicato criminal responsável por viciar sua irmã mais nova em heroína se reabilitando a duras penas. O que Coffy faz então é seduzir os criminosos levando-os para a cama para matá-los de maneiras diferentes. Os criminosos não sabem ao certo quem está cometendo as execuções, se são rivais disputando território ou a polícia anti-drogas. 


Nesse meio tempo, Coffy conhece um policial dos poucos honestos na cidade que tenta enxergar um positivismo no seu cargo tentando seguir a risca o código. Os dois chegam a começar um certo relacionamento de amizade, com direito aos dois irem ao encontro da irmã em reabilitação e bem depois Coffy levantar questionamentos sobre como gente responsável por algo assim consegue estar livre. Nesse mesmo tempo Coffy inicia romance com um militante negro ambicionando a carreira política para buscar direitos melhores para a comunidade. 


Entre esses trechos revelando a verdade por trás das vinganças frenéticas, Coffy se infiltra numa rede de prostituição comandada por um homem chamado King George (com direito a musica narrando quem ele é). Muito atraente, ela se passa por uma profissional do sexo jamaicana hipnotizante e logo é incumbida com as demais prostitutas de satisfazer mafiosos italianos numa festa, estes responsáveis de fato pelo o que aconteceu a irmã de Coffy.


Afim de causar a confusão entre bandidos, Coffy gera um grande barraco na festa caindo no braço contra as outras prostitutas naquelas brigas de gato com direito a por navalhas dentro do cabelo pra outra se ferrar toda quando fosse puxar seu couro capilar. O mafioso se excita com isso e resolve levá-la pra cama. Aí vemos a velha questão da desforra racial, o carcamano começa a degradá-la pela sua pele e até cospe nela, mas tudo isso é aturado para em pouco tempo Coffy mostrar a que veio, daí é surpreendida por um dos capangas, bola um jeito de enganá-los e foge em direção da revanche com direito a mais surpresas.


Falei até demais, mas tive que descrever o filme porque é foda demais, tem gente aí pagando pau pra Michonne de The Walking Dead, ou mesmo Beatrix Kiddo em Kill Bill, mas aí está a pedra fundamental pras duas personagens de personalidade firme. Coffy tem ótimas sequencias de ação, tiroteio, fuga, boas tiradas quando as mulheres resolvem brigar e tem umas boas cenas de nudez. Escutem a porra da trilha sonora pelo menos, foda bagarai, Selo Cucamonga pro filme!


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