domingo, 8 de novembro de 2015

Goemon's Great Adventure



O segundo jogo de Ganbare Goemon pro N64, só que indo mais pra veia dos jogos de SNES Goemon 2 e 4 do que apostando em outro cenário em 3D.


A bagaça é que a Konami decidiu ir pelo sidescroller que a série já estava calejada de fazer, além de voltar com o mapa de fases, o famoso hub para os anglicanos, em vez de fazer todas as cidades e telas em uma coisa só. Essa grande desaventura do Róbin Údi da Nipônia começa quando a freira do futuro descendente do balofo Ebisumaru, um/a vilão/vilã que já tinha estreiado lá no Goemon 3 do SNES, rouba uma máquina de ressurreição construída pelo velho sábio taradão para reviver um capiroto do submundo com o objetivo de se casar com o marafento, assim começando mais uma viagem da trupe pelo arquipélago cheio dos encostos tranca rua.


Já se tem os quatro personagens acessíveis desde o início, mas só pode trocar entre eles quando visita uma casa de chá nas cidades do jogo ou encontra plataformas estrategicamente (?) posicionadas em fases que levam a uma casa de chá dimensional (???). Fora isso, o padrão é o mesmo dos outros jogos, se entram em cidades para conversar com o pessoal e fazer side-quests para destravar equipamentos essenciais para o avanço e ir nas fases descendo o cacete nos demônios e geringonças malucas.



O 3D é bem utilizado nas tais telinhas saidíscrôler para dar efeitos de profundidade e contribuir com os cenários temáticos bem desenvolvidos. A plataforma é bem mais explorada nessa forma, mas não é tão difícil assim, como também os inimigos que não apresentam muito desafio, mas dessa vez só se tem três gomos de energia (isso se não está com equipamento de proteção), o que tenta balancear um pouco em favor da dificuldade maior, mas é isso, só um pouco. As vezes, o jogador é forçado a trocar para um personagem específico no meio da fase se essa exige uma arma/habilidade em especial, e se não tem, precisa ir nas cidades procurar as tarefas que liberam a arma/habilidade em questão, o que é um saco. Tem também como jogar em dois, podendo até subir nas costas um do outro em cavalinho.


De costume, depois dos chefes convencionais, há a lutinha de robôs gigantes que é carta marcada na série. Porém, em vez de seguir as cutscenes de apresentação de seu predecessor direto, já vai direto ao ponto e, na jogabilidade, inclui uma parceira para o robôzão Impact: uma tribufu mecanizada gigante moldada com base na namoradinha do Goemon, podendo trocar perspectivas com ela ou vendo a mesma ajudando (pifiamente) no combate titânico.


As cutscenes foram melhoradas, mas por algum motivo (talvez por falta de espaço ou preguiça dos ramelões da Konami) só deixaram os diálogos falados nas cenas de abertura em ambas as versões e até mesmo os muricanos limaram uma abertura feita para o jogo (apenas existente na versão japonesa), como já tinha para o Mystical Ninja Starring Goemon. Ou seja, deram dois passos pra frente na jogabilidade melhorada e dois para trás nessa cagaceira no áudio das vozes e por arrancar a tal abertura. A trilha continua uma recauchutação dos jogos anteriores, se aproveitando até dos remixes do Mystical Ninja, preguiça mata.


No final das contas, o jogo é bem decente e um dos melhores da franquia inteira, recomendável jogar para honrar a alma do cara que virou pastel no óleo fervente.

Um comentário:

  1. Um dos melhores do N64, principalmente por adotarem o conceito de 2.5D.

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