domingo, 8 de novembro de 2015

Mystical Ninja Starring Goemon



Um dos dois jogos lançados para o Ñintendo 64 do Goemon em sua época "intermediária", sendo o trombadinha de sorriso empalhaçado enfrentando não só os capirotos niponios terrenos, mas também os alienígenas igualmente ajaponezados com sua turminha do barulho.


Nessa empreitada, a Konami começou a investir mais no universo 3D para a série, com esse título sendo o cobaia. Como todos os outros jogos do ladrãozeco, possui um título japonês esdrúxulo: Ganbare Goemon: Neo Momoyama Bakufu no Odori, algo como "Dança do Neo Xogunato da Montanha do Pêssego. A história é simplesmente sobre a invasão dessa gangue alienígena chamada "Xoguns da Montanha do Pêssego", uma paródia dos teatros centenários japoneses pique Broadway (Tipo o tal Takarazuka) que começaram a pipocar no Japão Imperial através das safadas empresas ferroviárias que, juntas com as empresas bélicas e automobilísticas da época, seriam comparadas em poder, escravismo e endinheiramento nos dias de hoje com os conglomerados multinacionais como as empresas alimentícias cancerígenas, tecnológicas de copia e cola e de produtos esportívos picaretões.


Vindo um pouco depois do Super Mario 64, o jogo tenta emular um ambiente 3D plataformico e de exploração, onde a trupe do Goemon enfrenta tenta superar ou simplesmente papear com os NPCs em seus papos doidos ou caçando por upgrades de suas armas e habilidades para avançar no jogo, não sendo diferente dos jogos anteriores. Os inimigos ficam jogados pelos mapas de aventura, sendo robôzinhos bizarros ou uns bichos meio cramulhonados do folclore japonês. De início se tem o Goemon e o ninja esquisitão Ebisumaru, depois vem a kunoichi Yae e o ninja boneco paraguaio Sasuke.



Como sempre, há o tema da comédia oriental e toda sua bizarrice com referências pop, tipo a já batida e existente na série como o Goemon Super Sayajin e bagaceiras do tipo, mas isso considerando que saiba jogar essa bagaceira na língua e entenda um pouco deles, já que o jogo é um dos pouquíssimos da série a serem traduzidos e, devido a dificuldade de traduzir para localizá-lo, se perdeu muitas das piadas. E como de praxe, depois das lutas padrões com chefes, há as lutas de robôs gigantes com aquele lego gigante Impact.


Pode-se perceber que a Konami investiu mais nas cutscenes e vozes em si do que diversificando e tornando mais desafiador a plataforma 3D do jogo, já que essa se percebe que podia ter sido feito mais no padrão que Super Mario 64 fez, mas acabou muito para trás, chega a ser repetitivo e sem muita diversidade de telas. Enquanto as vozes e cutscenes receberam uma atenção maior, como a palhinha de apresentação da Broadway pelo casal de vilões lelés da cuca; apesar que há muita repetição tipo a música tema do Impact que lembra aqueles seriados pré-históricos de super sentai. Ainda digo que a música também é um apegado de todos os outros jogos, mas remixadas para tocarem no console 64-bit, parecendo até preguiça da Hudson de investir em mais músicas de Bomberman, apesar das trilhas de Goemon serem maneiras e piradas demais no estilão oriental fumado.


Não é um jogo ruim, mas fica para trás visto que podiam ter feito mais coisa como o já mencionado jogo do encanador ou do posteriores jogos de Zelda, considerando que Goemon é uma série com várias telas absurdas baseadas no folclore xinto-budista. A dificuldade também não é grande coisa, se deixar, se fecha em uma jogatina só. Enfim, dá para explorar ainda para conhecer essa fase terceira dimensão que a Konami se aventurou para Goemon.

Nenhum comentário:

Postar um comentário