domingo, 22 de novembro de 2015

Septerra Core: Legacy of the Creator



Um RPG muricano de 1999 feito por uma tal Valkyrie Studios, não se sabe que destino tomou depois que lançou essa bagaça, se foram engolidos pela divulgante Monolith, por alguma outra empresa grande ou pequena do mercado gamera já em extinção na época ou fizeram como o pessoal da Warp. e sumiram do mapa, talvez devendo para algum mafioso por aí.


A historieta é de um mundo que lembra um giroscópio, com sete continentes formando camadas que cobrem o centro e o eixo, todo o mecanismo dessa bagaça gera energia que mantêm o funcionamento do mundo, o uso de magia e de tecnologia. O tal Criador manda seu filho semi-deus descer a porrada em um demônio e anjo caído que causava balbúrdia no planeta e tinha duas partes de uma chave que abre as portas para o "Reino dos Céus". Depois de vários anos, o descendente pancada desse messias inventa uns trambiques maquiavélicos e escrotos para abrir as portas de tal lugar, mas com a oposição de uma mina sucateira, seu amigo mecânico punk e de vários outros coleguinhas,


É um ambiente isométrico controlado pelo mouse, movimentando os personagens, interrogando os NPCs sobre tópicos destravados com o papo e juntando os itens chaves realizando algum quebra-cabeça bobo condicional para continuar com a viagem. Boa parte dos ambientes lembram um pouco Shadowrun com lugares escuros e escrotos lembrando fantasia cyberpunk, apesar que o universo e enredo em si também mostram lugares mais bucólicos ou mais ou menos utópicos. Os gráficos e designs são muito bem detalhados, sem falar que todos os personagens, até os NPCs mais ignoráveis, tem fotos com movimento de rosto e boas dublagens acompanhando o texto de caixa. A música é bem ambiente mesmo, sem trilhas fodonas, nas cidades nem mesmo tem trilha para acompanhar. 


São nove personagens no total, podendo usar três em combate. Cada um tem uma barra dividida em três partes, deixando carregar duas ou o máximo permite que lance ataques mais fortes ou combando com alguém. A magia é representada pela Core Energy, a barra azul acima, que é contabilizada com a adição de capacidade da tal Core Energy de cada personagem. Colecionando cartas mágicas de ataque, cura, etc representadas pelas deidades do joguete, se pode atacar individualmente ou combinando cartas de diferentes efeitos com outros personagens para conseguir uma magia mais forte. 


As cinemáticas são muito bem feitas e com uma boa dublagem, os únicos defeitos são a falta de uma trilha um pouco mais elaborada e as animações de pulo desnecessárias no combate (pode ser coisa boba, mas enche o saco depois de um tempo mesmo sendo RPG). De resto, até a história mamão com açúcar do jogo (apesar de partes corridas demais e uns personagens sem sal), são muito bem feitos e não acredito que traga muita oposição dos fãs mais metidos do gênero. Há seguidores assíduos desse jogo que até fizeram uma sequência RPG Maker, além do Steam ter lançando em sua lista de downloads no seu objetivo de centralizar a acessibilidade de todos (ou quase todos) os jogos já lançados para os computadores. Fora isso, só se arranjar um Digeratti salafrário, caçar no sebo alguma edição do CD Expert que não esteja escrotizada ou seja lá a revistola meia pataca de jogos e programas lançadas lá nos hinos de 2000. Enfim, vale a pena jogar, Selo Cucamonga de Qualidade.

3 comentários:

  1. Pra mim é super obscuro esse jogo, embora jogos de PC eu só conheça os mais famosos mesmo mas...que doidera a história desse game!
    Parece ser legal mas um pouco confuso também.É sempre interessante conhecer jogos novos da plataforma "Janelas".

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  2. Me lembrou um pouco do primeiro Fallout (único que joguei).

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  3. Não conhecia o jogo, apesar dos pesares, parece interessante.
    Só não dou uma chance pela preguiça tremenda de jogar no PC... eu sei, é um defeito feio que eu tenho, mas não posso evitar... kkkk
    Bom post!

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