sexta-feira, 27 de novembro de 2015

The Mack, 1973, Michael Campus



 Mais um review de responsa trazendo outro clássico do blaxploitation explosivo feito dinamite como diziam na época. Agora que maluco entendeu o esquema desse subgênero de filme vou me limitar nos detalhes para que todos passem a assistir e não ter tudo de mão beijada. E qual é então a parada da vez?

John "Goldie" Mickens e seu comparsa Slim, nada mais nada menos que Richard Pryor são encurralados enquanto trocam tiros com dois policiais brancos corruptos. Slim a pedido do amigo o deixa pra trás enquanto Goldie capota o carro e é obrigado a se render. Puxa 5 anos de cadeia e de volta nas ruas volta a falar com seu mentor cegueta que lhe dá uma moral no ramo da cafetinagem, inclusive já prostitui uma amiga da infância que entrou pro ramo e não tem ninguém para protegê-la nas ruas. 


Goldie tem um híbrido de sucesso e fracasso, sucesso por conseguir absorver a maracutaia pimp e até superar "colegas de ramo", por outro lado é perturbado pelos mesmos policiais que o haviam prendido feito o Carl Johnson em GTA San Andreas e até alguns criminosos da área geralmente todos se reunindo para jogarem dados, com detalhe de um ser contra atacado por Goldie e posto num porta-malas cheio de ratos. Outro da lista negra seria um antigo traficante branco de heroína chamado Fat Man dos tempos anteriores da prisão extremamente invejoso querendo parasitar na fama do protagonista ganhando mais putas com direito a fazer lavagem cerebral com equipamentos de cinema nelas. 


Entre essa vida criminal, Goldie é sempre convencido pela mãe para que largue o crime e vá para igreja além de sair daquela cidade ou então pelo irmão ativista extremado que causa uma irritação a Fat Man por perder capangas ao largarem o tráfico em prol de limparem o bairro. Com todo esse turbilhão vemos um "Mack" angustiado, tentando aproveitar os pequenos momentos de felicidade porém é sempre tratado como lixo pelos seus algozes e é nisso que vemos uma mensagem bem escancarada sobre o velho tratamento racista  nos EUA ou como os papos em voga de paz e amor da época não atingiam aquele mundo no qual Goldie aprendeu a viver e a jogar. 


O filme consegue fluir os momentos mais soltos entre as sequencias de ação ou de apelo mais sentimental, a aura do filme passa bastante resignação ao mesmo tempo que carrega certa tensão pela ira do personagem principal comer pelas beiradas e assim por um basta naqueles que tentam sempre tirá-lo do jogo ou prendê-lo a um esquema no qual não concorde. A trilha sonora também é ótima, narrando os feitos do personagem que nem menestrel medieval naquela pegada funkeada. Aprovado, outro a ter Selo Cucamonga de Diversão!


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