domingo, 29 de novembro de 2015

The Savage Seven, 1968, Richard Rush


Filmes com gangues formadas por motociclistas são sempre bem vindos. Nesse subgênero é basicamente os grupos vandalizando uma localidade, descendo pau nos jagunços locais, pegando as moças com direito a festas em alguma área mais erma do interior californiano regadas a muita droga, jogos malucos ou mais brigas entre os membros dos MCs, sem qualquer pretensão de passar mensagens politiqueiras pra você ser xarope, apenas entreter com boa dose de selvageria. 


Em Savage Seven, eles conseguiram destacar bem dentre as demais produções. É porrada nuns 75% do tempo com o resto pra resolver todos os motivos de rolarem as quebradeiras. Um grupo de motociclistas foras-da-lei liderados por Kisum fazem um pitstop num pequeno distrito no meio do deserto, praticamente tem uma venda, um bar e a delegacia. O lugar explora uma comunidade de indígenas sem teto pagando menos do que foi dito, isso enfurece Johnnie, um garoto mestiço que exerce certa influencia na população sem teto e ameaça denunciar a falcatrua ao xerife.

Em meio a isso, os motoqueiros já começam a causarem confusão no bar, lotando tudo, paquerando as moças enquanto um cheio de ácido se prontifica em arrancar uns chifres de veado da parede para tentar espetar o barman quando este começa a bater boca por ele ter feito isso. Nesse meio tempo aparece Marcia, irmã de Johnnie, fazendo bico de garçonete, é praticamente a Pocahontas e fisga Kisum na mesma hora. Johnnie chega no meio da paquera, os dois brigam e então aparece o xerife Filmore, um gordão de expressão demente havendo aquela crueldade em potencial estampada. 


Johnnie só não leva a pior, por Kisum ter certa empatia  (interesse por ser irmão da garota) e diz ao xerife ter coisas a tratar com ele. Enquanto bisbilhotam o lugar, os motoqueiros tomam um pouco das dores dos índios constantemente sacaneados pelos donos dos estabelecimentos e mais uma vez não demora para tudo resolver em mais devastação a ponto de deixarem que os nativos saqueiem toda a venda, infelizmente sobra pra Johnnie ser um dos capturados pela polícia e Kisum vai a delegacia ameaçar o xerife que nada faz por estar em número menor se comparado a gangue. 

Filmore maquiavélico propõe grana para a gangue destruir o assentamento dos índios, o líder da gangue aceita com o extra de tirarem as queixas contra os pobres diabos. A partir disso os desentendimentos e a pouca moral de Kisum vai sendo posta em conflito. Ele fica indeciso entre o acordo e o  coração de Marcia aos poucos aceitando a alma não domesticada do camarada. 


O resto é por conta de vocês, é um baita filmão, praticamente um faroeste velado trocando cavalos por motos, mas havendo também essa brincadeira com os indígenas usando alguns como montaria e as velhas artes guerreiras de fazerem tocaia ou armas improvisadas. A batalha final entre a gangue e os sem teto pega praticamente 1/3 do filme, quebradeira sem fim nos sets de filmagem bem detonados ao som de um tema psicodélico acentuado por guitarras distorcidas. Aproveitem!


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