segunda-feira, 30 de novembro de 2015

The Wild Angels, 1966, Roger Corman



Representação boladona dos motoqueiros malucos que aterrorizavam as estradas americanas nos anos 70, famosos por se juntarem em grupos ilegais; rodar pelas autoestradas no meio do nada; participar de gincanas e guerras de gangues regadas a sangue, bebida e drogas; alguns até mesmo utilizando os símbolos nazistas como forma de meter um murro (pois motoqueiro não dá tapa, mete porrada mesmo) na cara da sociedade americana ainda conservadora da época.


O filme apenas apresenta a trajetória de Blues, vivido por Peter Fonda, que lidera uma dessas gangues de motoqueiros “nazistas” e tem como sua namoradinha Nancy Sinatra (que só estava ali mesmo pela beleza, pois para atuar não era grande coisa). Atrás da moto roubada de Loser, que realmente é o membro mais desafortunado da galera, param em uma oficina mexicana aonde os mecânicos latinos já estavam modificando a Harley do desgramento. Após um arranca-rabo acompanhado de alegre música mexicana no rádio, os motoqueiros fogem da policia que estava em seu encalço, com Loser servindo de distração e tomando uma bala no ombro, sendo capturado pelos tiras.


Após uma festa animada, os arruaceiros vão a procura de Loser e encontram o hospital em que estava, tirando ele de lá e quase dando uns catas na enfermeira. Mesmo chegando ao esconderijo e chamando o doutor da gangue, o azarado não aguenta e bate as botas, com Blues e Cia. arranjando seu funeral com direito a enfeites nazistas e um pastor bundão que se mete na roubada de aceitar realizar o funeral.


Mas como eu disse que esse filme só tem gente bolada de personagens, a gangue desmoraliza o pastor, o amarra e coloca no caixão do defunto, enquanto esse é colocado sentado e com um papelote na boca para “comemorar” a festança animada com batidas de bongô, orgias, bebedeira e muita droga, chegando até a dar uns catas na namorada de Loser contra a vontade da mesma. Já no dia seguinte montam uma marcha fúnebre nas motos até o cemitério, aonde os locais da cidade começam uma briga contra os motoqueiros imorais/amorais/tantofaz, chamando assim a atenção da policia e com todo mundo fugindo, menos Blues que decide ficar para enterrar decentemente o seu amigo.


A produção desse filme é um exemplo para ser seguido, pois possui uma trilha sonora excelente sem abusá-la muito nas cenas e um enredo simples e direto ao ponto que trabalha a doideira pela qual os motoqueiros são famosos (até chamaram os Hell’s Angels da Florida para figurar). Recomendamos esse filme com toda certeza, merece o Selo Cucamonga de Qualidade.

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