segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Virtua Striker 2 ver. 2000.1



Caracoles, bola fora da Sega com esse port de fliper pro Dreamcast. É basicamente a única bagaça de futebol pro Dreamcast e por que? Por que ficou sendo espírito de porca com a EA (FIFA), sua maior parceira esportiva, fabricando coisas diretamente predatórias aos carros chefes dela, uma rixa desde o Saturn. 

A Konami (Pro Evolution Soccer) nem conta porque era vagaba integral da Sony. Aí ficou marcado o Virtua Strike 2 como o único joguinho de futebol padrão do Dreamcast, essa porra encalhava em todos os pontos de venda então quem tivesse o aparelho era obrigado a jogar esta bomba. O preço disso é não ter licenciamento de times oficiais ou de marcas sanguessugas do meio para tornar o mais verossímil possível o sentimento do esporte, algo difícil reproduzir eletronicamente, sem quebradeira, xingamento, cerveja à mil e berrar da janela de um ônibus a vitória do time/país.  


Não sei qual é a razão pro sucesso dessa série no Japão, é um trabalho totalmente wannabe. Esse 2 iniciou na Model 3 e foi recauchutado pra Naomi e então pro Dreamcast contendo inúmeras atualizações, para vocês verem a qualidade final. Mesmo os gráficos muito bem falados ficaram toscos, isso em parte pela chinelagem em pegar um jogo realizado entre Saturn e Dreamcast, soam até mais vergonhosos comparando a outros jogos esportivos pro sistema, já que infelizmente não pode ser comparado a congêneres futebolísticos. A perspectiva é uma única câmera num ângulo que parece ter sido tirado por alguém usando a câmera do celular numa arquibancada próxima do campo e nela tu tem uma visão extremamente esmerdalhada. 


Usa o D-pad no lugar do analógico pra controlar o seu time e ter os dedos cheios de bolha, junto a isso, botões para as funções mais básicas (passe, carrinho), na hora do gol você tem uma barra pra encher tipo golf e ela medirá o impacto pra entrar na rede, nem o goleiro tu controla nos pênaltis, uma decisão muito bem tomada... 

A mecânica só ajuda no pesadelo intercalando o controle de jogadores do time, onde correm em direção oposta ao seu controle de bola ou então fora do raio da câmera (as vezes na caixa prego). Tudo piora com a CPU fominha, roubando a bola a cada segundo e a única voz do jogo berrando o famigerado GOAL! De extra temos um modo de rankeamento, meios pra habilitar o timeco da equipe programadora em contraste com as seleções internacionais e o registro dos melhores lances no VMU

O ponto forte da Sega é também o seu lado mais perigoso. Arriscou fazer muita coisa e tomou na lomba. Nesse caso, esse trilhonésimo jogo com prefixo Virtua, cagou na exploração melhor do multiplayer, controle e sistemas arruinados, falta de entendimento pra fazer uma merda dessa de qualidade primária e poucos modos decentes de sistema. 


Um comentário:

  1. A verdade é que poucas empresas conseguiram fazer jogos de futebol de sucesso. Que eu me lembre, só a EA e a Konami conseguiram (isso desde a época do SNES).

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