sábado, 19 de dezembro de 2015

Pokémon Trading Card Game 2 a.k.a Pokémon Card GB2



Pegue, temos que pegar! Temos que pegar, POQUÊMONGO! Mais um jogo de captura dos animais mutantes selvagens, exceto que não se captura nenhum deles, mas sim adquire as cartas de idolatria durante as competições de jogatina seguindo as regras de cassino da brincadeirinha. Sim, estou falando do famigerado Trading Card Game que a molecada gastava de 100-150 pra cima para montar deques fumadões, na falta de grana, recorrendo ao joguinho do Gambé Boi Colorido ao pais ou aos amigos moleques remelentos lá na época. Mas vamos nos focar na sequência, uma que talvez só os hackers ramelões e os viciados das rinhas imaginárias se escondendo em fórums especializados conhecem.


Pokémon Trading Card Game 2: The Invasion of Team GR! (conhecido como Pokémon Card GB2: Here Comes Team Great Rocket para os japoneses) é um lançamento do fim da vida do portátil em 2001, já com o GBA sendo comercializado, talvez aí a decisão dos gringoleses de nem gastarem suor em localizar essa bagaceira pro ocidente. Nesse você pode escolher o sexo do boneco protagonista, já espelhando a opção dada anteriormente no Pokémon Crystal. A história é a sequência do primeiro jogo, o pirralho venceu a liga e então uma facção de nóias chamado Great Rocket (com base na gangue mambebe da série) são enviados por um reizinho mandão para rapar no bafo todas as cartelinhas do pessoal da ilha, sequestrando e até escravizando uns líderes de ginásio para serem seus macacos crupiês prontos para impedir a ida do protagonista para o QG de entrada pública dos vagabundos (talvez as cartas sirvam para fazer uma graninha e bancar os cassinos, já que não tem a opção de realizar as rinhas ilegais ou comercializar os bichos por debaixo do nariz do IBAMA).


Tá, o que muda nesse jogo? Muda que, além da ilha primária com os ginásios padrão do antecessor, você também tem a ilha dos bandidos que é acessível após colecionar quatro fragmentos de uma moeda dos respectivos capangas em comando dos ginásios conquistados na primeira ilha (esses com novos designs comparado com o jogo anteriore). Na ilha dos Rockets, há os ginásios específicos do resto da gangue como também um estádio para os campeonatos de cartas e um cassino para jogar nas maquinetas e ganhar fichas para trocar por novas cartas, além de outros pequenos extras.



Já para a jogatina em si, incluiram algumas cartas a mais, menos algumas promocionais e específicas aos eventos (as que foram incluídas envolvem um ou outro bicho da segunda geração como o Lugia). Em vez das insignias, o jogo tem um sistema de coleção de moedas personalizadas com os poquêmongos baseadas nas que são manufaturadas para os colecionadores esquizofrênicos e sebosos, algumas delas necessárias para avançar no jogo (isso se não aparecer oponentes se recusando a jogar caso não usar um deque customizado com suas exigências). Você pode escolher entre elas para usá-las nas partidas contra outros jogadores naqueles efeitos ou golpes dependentes do arremesso de moeda, porém não possuem efeito nenhum, são apenas decorativas. Fora tudo isso, o sistema de jogatina é o mesmo, escolher os pokémons que vai utilizar e anabolizá-los com as cartas de energia elemental para usarem seus ataques, além dos itens de cura, evolução, etc.



Enfim, é isso. Para quem gostava de gastar horas jogando as carteletas dos poodles atômicos no portátil e ainda gosta, pode tentar essa sequência que entupiu coisas a mais para prender a atenção dos fanáticos dessa jogatina, sendo possível achar tradução completa do jogo sem muita dificuldade. Caso não, é mais simples pegar um deque de baralho e ir jogar na pracinha perto de casa, mais fácil de se divertir apostando cachaça barata e jujubas. 

Um comentário:

  1. Pela telinha de batalha, não vi muita diferença para a batalha dos jogos tradicionais.

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