terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Biblioteca Hugo



Com prazer ou desprazer, a Nação Cucamonga apresenta a biblioteca do Hugo no PSX. Para quem não lembra desse calango, era o personagem de um gueimi xôu da Gazeta em que molecotes fingiam estar em casa jogando quando, na verdade, estavam quebrando os dedos em um telefone adaptado lá no estúdio do programa tentando controlar o bicho, sempre apoiado pela apresentadora gostosinha, mas com o Hugo te esculachando quando perdia o jogo com suas frases indignadas.

O Hugo é uma produção dinamarquesa feita por uns desenvolvedores pé de chinelo que queriam ganhar com a modinha de joguinhos interativos na tevê. A ideia deu certo nos anos 90 e foi para tudo quanto era emissora ao redor do mundo, mas também ficou apenas coisa da época, depois sobrevivendo de lançamentos nos PCs, no PSX e nos portáteis. A franquia ainda existe, desovando alguns joguinhos pro celular e PC. Aqui só vai lidar com os lançamentos principais da série no console, já que inventaram tudo quanto é jogo e remake nos vários sistemas.

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Hugo 1



O primeiro jogo que vale pelos mini-games dos programas conta sobre a família margarina do Hugo, composta pela esposa Hugolina e os três rebentos. Uma bruxa chapada que lembra aquela Black Queen do Battletoads chamada Scylla captura a família do troll para processá-los em creme antirrugas. Cabe ao calango participar de vários joguinhos e avançar pelo mapa até chegar ao covil da macumbeira, soltando a família e vivendo feliz para sempre... Até que dure.



Os joguinhos são os mesmos dos programas (correr e pular, nadar no fundo do rio, etc) com os comandos necessários aparecendo na tela, mas pelo menos no PSX os controles são mais maleáveis, porém um pouco escrotinhos de lidar (claro, comparando com relatos da escrotidão de quem já foi direto lá jogar, em vez de gastar rios de grana achando que jogaria em casa). Não há música, é bem minimalista e só se focando nos efeitos de som como pulos, água corrente, etc. Tem que desviar dos obstáculos e acumulando as sacolinhas para ganhar pontos, então terminar a fase e partir para o próximo destino. E tudo se resume a isso, não espere nada espetacular (fora, talvez, a animação introdutória feita para a versão PSX que ficou boa para um juguete desse nível), pois é bem curto. Vamos pro próximo.

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Hugo 2



Sequência do jogo anterior, a família Hugo está de monomotor voltando pra casa, mas a bruxona decide mandar uma nuvem negra de maconha para capturar a Hugolina e deixa o resto para morrer na queda. Hugo consegue jogar os rebentos de paraquedas e choca na montanha, tendo que passar pelos joguinhos, resgatando os filhos e voltando ao covil da bruxa. Também há jogos dos programas, tipo a corrida nas minas ou a corrida por moinhos de vento. Não há mudanças na qualidades dos gráficos, controle, música ou até mesmo nas animações de história, então partimos pra próxima.



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Hugo: Quest for the Sunstones





Aqui já começa uma quebra da tradição dos mini-games de programa, seguindo mais para um plataforma pique Crash, talvez pela opinião dos desenvolvedores de diversificar a franquia (e ainda assim, talvez, pela futura impopularidade da fase interativa do Hugo). A história desse jogo é uma continuação de um lançamento de PC que ficou lá pela Escandinávia, onde a bruxa folheia uma revista feminina e então tem um plano, decide capturar Hugolina mais uma vez e foge para uma ilha caribenha controlada por um crocodilão ditador pique K.Rool chamado Don Croco e seus jacarés mexicanos. Como sabemos, Hugo não só salva a esposa como também decide mudar para a ilha, talvez para fugir dos impostos altos que cobram na terra natal. Nessa sequência, a bruxa Scylla (que também se mudou pra lá junto com seu cartel) se emputece com os esquilos tribais da ilha fazendo barulho e manda Croco tampar o vulcão com uma rocha, querendo afogar os esquilos em lava fervente. 



Hugo precisa então avançar por fases reminiscentes de Crash the Bandicoot acumulando pontos e batendo nos inimigos com seu chicote e coletando pedras mágicas que vão impedir com que a vila seja dizimada. Os controles são satisfatórios e ainda tem direito do Hugo vestido como Indiana Jones buscando os jujus dos esquilos, porém a música só aparece nas animações, com apenas sons ambientes nas telas.  Como seus jogos antecessores, é bem curto e por si mesmo não oferece originalidade, sendo apenas um Crash alternativo. 

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Hugo: Black Diamond Fever


Outra sequência na pegada Indiana Jones, dessa vez Hugo precisa impedir que Scylla extraia diamantes negros mágicos utilizando os esquilos como mão de obra escrava. A jogabilidade e qualidade geral é quase a mesma do jogo anterior, só muda que também tem que resgatar os escravos além de acumular pontos e passar de fases, além das músicas temáticas ambientes nesse. O último!



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Hugo: The Evil Mirror


Ufa, esse é o último. Mais um pique Crash, dessa vez não ocorre na ilha e tem uma jogabilidade pouco mais variada. Nesse aqui, a bruxa puxa um espelho mandinguento do armário e vai até a casa do Hugo prendê-lo dentro de uma dimensão psicodélica, ainda quebrando o espelho em pedaços e espalhando os cacos por aí, podendo assim ficar livre para caçar Hugolina. Os três filhotes decidem então recuperar os três pedaços do espelho.




Sucintamente, o bebê participa de uma corrida de javalis contra anões, o moleque tem uma jogabilidade de plataforma shoot 'em up invadindo, batendo com a bazuca ou usando essa para atirar bolas de neve em castores romanos no forte, já a piveta participa de uma fase de plataforma acrobática, dando pulos duplos e piruetando para derrotar esquilos mafiosos. Depois dessa, são três fases dentro do espelho com o Hugo, explorando, acumulando pontos e fugindo da cara da bruxa até chegar na luta final. Os controles são os mesmos dos outros dois jogos, só muda os gráficos melhorados, a música melhor e as animações que também receberam uma melhoria considerável. De todos da mecânica Crash, esse é o mais caprichado, mas bem medíocre considerando jogos em geral, sem sair da sombra do Crash.

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Finalizada a biblioteca do Hugo no PSX. Na sincera opinião para os cucamonguenses de plantão, se querem jogar algo mesmo do Hugo, vão nos dois primeiros jogos apenas pelo motivo de conhecer ou até mesmo relembrar dos joguinhos do programa, mas não criem altas espectativas, são jogos bem mequetrefinhos que só serviram para a época na febre interativa. Da fase mais Crash, pegue o Evil Mirror que é o mais decente entre os três. Ou se não querem esquentar a cabeça, cacem os programinhas no Youtoba para bronhar pelas apresentadoras na época.

8 comentários:

  1. Caramba que bonequinho sem graça ! Falando em bonequinho sem graça, que ideia idiota foi aquele de abandonarem o rei k rool nos novos jogos do donkey kong e colocarem aqueles totens imbecis ??

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    1. É do apogeu dos programas devoradores de impulsos telefônicos. Quanto ao DK, acho que é uma maneira de inovarem no fator inimigos, mas a franquia já não tem mais aquele impacto desde o super, mesmo os jogos side scrolls possuindo boa qualidade.

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  2. Ha ha ha é verdade, essa bruxa lembra muito a de Battletoads, eu sempre curti essa bruxa do Hugo, sempre gostei de coroas ^_^.
    Mas que doidera é essa!? Quanto jogo pra Playstation? Nunca pensei que HUGO tivesse essa carreira toda em games. Na época eu ria muito com o delay perceptível entre o jogodaor e a tela, essa tecnologia via telefone, pelo menos no brasil não era muito boa he he he, lembro de uma guria que disse o seguinte após per a chance:
    "- mas eu apertei, eu apertei!!!" kkkkkkkkkk sobre a fase dos trilhos, kkkkkkkkk
    Que saudade daqueles tempos que eu tinha saco pra ver TV. e que de fato tinha programas e desenhos que eu curtia. vou tentar esse evil Mirror que vc sugere, vamos ver se eu vou conseguir jogar hugo desta vez, eu telefonei algumas vezes e nunca consegui linha com a emissora.

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    1. Se quiser aquilo mostrado nos programas, recomendo o 1 e o 2, seja pra PS1 ou mesmo MS-DOS, se quer aventura 3D pega o Mirror. Pelo que li nos comentários de uma das gravações postadas no Youtube, quem telefonava era selecionado pelo programa para ir até o estúdio conhecer os apresentadores e jogar no telefone de lá, parecendo assim uma partida sendo feita instantaneamente por quem telefonasse. Falam isso também do delay que ocorria no telefone do programa.

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  3. Caaaaara eu sempre achei Hugo uma das coisas mais ridículas do mundo! huahuahuahuahua
    Não a toa eu fugi de TODOS os jogos que saíram pra consoles.
    Muito bom o review, pelo que li de todos, foi bom ter ficado afastado deles... rs
    Não leve a mal, eu nunca me empolguei muito com Crash e os de mini-games pareceram simplistas demais (não que eu não goste de jogos assim, mas sabe como é).
    Se vierem as apresentadoras junto, talvez eu me interesse em jogar. E que minha esposa não leia isso... hahuahua
    Sem chororô, este comentário acabou! :D

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    1. Não é algo que você recomende como prioridade pros outros, apenas como curiosidade. Talvez valha mais assistir as gravações antigas pra rir da cara de pau dos idealizadores, ora arrancando crédito dos pais, ora pondo uma gostosinha pro pai do fedelho não levar a pior.

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  4. Acredito que como programa de televisão Hugo devia ser uma das coisas mais lucrativas entre as crianças. É muito mais legal jogar algo do que participar de uma brincadeira boba e ter que escutar uns pirralhos gritando "playstation" enquanto a roda gira e tu ganha um prêmio que geralmente é uma bosta.

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    1. Sim, isso sem falar na mutreta do fator participação. Devia gerar muita revolta nas crianças que ligavam sem parar e nunca eram atendidas, pra piorar, linha telefônica era algo de luxo.

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