sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Clayfighter 63 1/3 e Clayfighter: Sculptor's Cut



Terceiro jogo da série Clayfighter pela Interplay Entertainment em sua época de jogos baratescos bizarros, quando não alguma licença de livro/filme ou os joguinhos de RPG no PC, uma época antes de entrar no universo RPGista sandbox vazio que assola a vida dos consoles atuais.


Clayfighter 63 1/3 é um lançamento de 1997, enquanto sua versão extra Sculptor's Cut é do ano subsequente, praticamente o mesmo jogo em conteúdos diferentes. Apesar de falar do 63 1/3, foco maior vai para o Sculptor's Cut já que é completão. Enfim, o jogo segue o tema escrachadão de bonecos de cera malucos digladiando-se para ver quem é o chefão do pedaço. Nesse aqui, o vilão por detrás das cenas do jogo anterior, um tal Dr. Kiln, faz sua aparição como chefão ao usar o meteoro de uma ilha no meio do nada para criar argila mutagênica para dominar o mundo, assim precisando também da ajuda de um feiticeiro vudú pancada para suas experiências, bem como alguns capangas para descer o cacete em quem se opor. O recorrente protagonista marrentão Bad Mr. Frosty aparece para sentar porrada nessa galera para salvar o mundo e ainda dominar o Pólo Norte sarrafando o Papai Noel que se meteu em praticar sumô.


No 63 1/3, era possível escolher entre 12 personagens, sendo três deles destraváveis: o doutor pinéu; o Sumo Santa e o Boogerman, aquele herói esmerdalhadão do juguete de SNES também da Interplay, também vale mencionar o Earthworm Jim que também participa sob quase o mesmo motivo, porém já é disponível para selecionar logo de início. Já o Sculptor's Cut inclui mais quatro personagens para a bonança sanguinária, com direito a um cachorrão maluco, a Estátua da Liberdade, a mão decepada do cientista doidão (que é logo um personagem incompleto no desenvolvimento do jogo) e um trio de moleques tribais da ilha que lutam juntos como se fossem um só personagem.


As lutas são em 2D com o campo de batalha girando a medida que vai avançando para emular um falso 3D, talvez chegando perto de parecer um 2.5D ou seja lá a merda de definição com números e letras para dimensões. Os movimentos do controle não são empedrados, mas chegam a ser lentos. Os combos são bem simplistas com taxações dos mesmos de acordo com o número de golpes dados, parodiando o Killer Instinct. Já a barra tripla para golpes especiais é uma paródia dos Street Fighters. A trilha é bem bonachona e o áudio das vozes é bem claro. Os cenários são bem marrecos, podendo pular para seções diferentes se acertar o inimigo com algum especial em certo ponto do campo, dessa fez tirando sarro e bebendo da fonte do Mortal Kombat, sem falar nos baratescos Claytalities.


Comparado com os outros dois jogos, esse tenta (mas apenas tenta) ambientar um tom mais sério, talvez para zoar a enxurrada de jogos 2.5/3D realistas e mais sérios em temática como MK ou KI. Como é um jogo medíocre devido a jogabilidade lenta, combos bem simplescos e dificuldade tosca, apesar da temática e gráficos lúdicos de massinha de modelar que fizeram a série famosa, o 63 1/3 recebeu bastante críticas negativas. Entretanto, as vendas foram julgadas no máximo razoáveis para lançar o Sculptor's Cut, exclusivado em edições limitadas apenas para aluguel nas Blockbusters, dessa vez realmente bombando em impopularidade e se tornando-se peça rara nos dias de hoje para os colecionadores escrotos.

É um jogo medíocre, no máximo. Não é de se arrancar os cabelos com a escrotidão do mesmo, mas não espere algo incrível. É mais um daqueles jogos que você aproveita pela graça na temática chapada que promove. Se forem jogar mesmo, procurem pelo Sculptor's Cut para aproveitar o material inteiro.

5 comentários:

  1. Boa dica. Eu ainda sou fã da versão SNES, sempre gostei desse jeitão zueira de Clayfighters, no 64 não me aventurei ainda. Esse tipo de jogo para lutas eu curto, se fosse um plataforma, provavelmente eu iria torcer o nariz. :)
    Mas tudo depende de muita coisa kkkkkkkkkk só jogando pra saber.
    Eu tenho medo da biblioteca fumada do N64, mas ok, eu vou tentar, essa franquia pelo menos eu sei do que se trata he he he.

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    1. Até que os jogos B do Nintendo 64 raras às vezes decepcionam. Pode fuçar bem a jogateca que ainda guarda muitas pérolas.

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  2. Porra, Earthworm Jim e Boogerman no jogo é uma coisa bem legal.

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    1. Parece que terá um remake do Boogerman, acho que é projeto de Kickstarter.

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  3. Putz, Clayfighter é, digamos, clássico e tal, mas nunca consegui curtir direito. Desde a época do SNES/Mega Drive... kkkkkk
    Esses de N64 eu não cheguei a jogar, não tive tanto contato com o console quanto gostaria.
    Mas um jogo que faz uma paródia forte de Mortal Kombat e Killer Instinct merece atenção só pelas risadas... hehehe

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