quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Judge Dredd



Arcade cagalhoso da Midway estreando o "Juíz Terror", a representação em quadrinhos do que o finado Alborghetti queria ser, sair por aí metralhando vagabundos nas ruas ao mesmo tempo que dá sentenças judiciais de morte, isso se não fosse piradão o bastante para imitar o Marshal Law (o dos quadrinhos, não o Bruce Lee da Namco Bandai). Porém, essa bagaça nunca foi lançada, dizem que foi o receio e dificuldade de localizar essa bagaça por causa da pouca popularidade, acredito eu que deve ter pesado mais o motivo dessa jogatina ser mal programada e ruim pra diabo, ficando mesmo relegado a protótipo.


Você controla o Dredd por seis fases, três de ação e outras três de "treinamento tiro ao alvo", essas ultimas intercalando as de ação. O jogo vai na pegada dos quadrinhos em vez de ser uma adaptação do filme que viria dois anos depois, com cenários reminiscentes da HQ e chefes sendo os sequelados das histórinhas. Os bonecos, segundo a pegada do Mortal Kombat, são atores digitalizados com animações de movimento bem escrotonas, controles empedrados e detecção de golpes zoadaça. Dredd tem três vidas cada dois créditos (sim, diz que precisa de dois créditos para jogar), a barra de energia e um contador de mortes dos salafrários. Não há outros personagens, só o próprio Dredd em cores diferentes para os miguxos que participarem desse masoquismo.


O Dredd tem seu soco, chute e pulo com um comando inútil e mal posicionado de se agaixar, pegando itens e jogando bombas para detonar os inimigos em volta. Dredd pode se mover livremente pelas dimensões da tela, podendo até socar e chutar para cima ou pra baixo, assim arremessando inimigos na porrada para fora da tela, direto pra parede ou jogando do prédio. As telas de ação são variadas, a primeira é o típico "bate em todos", a segunda é plataforma que o Dredd precisa avançar com seus pulos escrotizados e atirando nos inimigos com uma mira ruim, o terceiro lembra aquele mini-game do Eartworm Jim do SNES do corvão jogando cachorros pela janela, só que nesse caso são dois prédios, onde um o Dredd precisa proteger dos criminosos até que reforços cheguem. Os de tiro ao alvo são auto-explicativos, são como bônus.


Os gráficos digitalizados para a época podiam parecer bem fodões, mas hoje em dia e considerando os controles de cimento, é uma baita decepção. A música é baixa, genérica na pegada futurista e repetitiva demais. A dificuldade é mais ou menos alta, porém devido aos controles e a detecção mal programada, assim podendo tomar porrada e até perder fichas de bocó, sem falar na tela plataforma que, apesar de simplória em seu tema, tem vários inimigos fazendo chover fogo em você e comendo sua barra.

Essa bagaça aqui só é jogável através de emulador e nada mais. Mas sinceramente, se seu cérebro ainda não foi corroído pelo Krokodil, você fará uma ótima escolha evitando essa bomba. A não ser que queira se sequelar o bastante com a criminalidade que é esse jogo para se preparar para os testes de juíz executor do futuro bostalhão.

4 comentários:

  1. Pela descrição Judge Dredd parece ser pior que Pit Fighter na movimentação, kkkkkk mas mesmo assim o jogo foi inovador, pelo menos pra mim, eu pirei naquelas imagens toscas de Pit Fighter, mas o Judge Dreed parece fazer isso, só que pior?

    Foi o que deu a entender o texto, principalmente a parte dos controles ruins, os controles de cimento kkkkkkkkkkkkk, putz, vou usar esse termo, muito bom, kkkkkkkkkkk. Quando o jogo peca na detecção de golpes e coisas assim, perde toda a graça.

    O jogo pode ser feio, musica ruim e história sem sentido, mas a mecânica de movimentação não pode vacilar, é o mais importante afinal de contas.

    Se a gente tem aquelas listas do que jogar, esse vai para as listas do que não jogar. kkkkkkkkkk

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  2. Se o controle é uma bomba já condena o jogo! Não adianta nenhum outro fator pra atenuar, só gerará mais frustração.

    Uma pena esse quadrinho não possuir um jogo bacana, nem aquele de MD prestou, só se saiu alguma coisa moderna com base no filme mais recente dele que fuja das tragédias programadas no passado.

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  3. Você esqueceu que o Marshall Law é totalmente manipulável.

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  4. Curioso que lembro do jogo, mas não consigo me recordar se joguei. Boa parte de jogos Arcade eu tinha costume mais de assistir do que jogar (não me pergunte pq).
    Dificilmente vou querer jogar com tudo isso de problemas de mecânica e controles, melhor é ficar longe dessa inhaca! kkkkkkkkkkk
    Engraçado como naquela época a gente se impressionava tanto com imagens digitalizadas, não? Hj em dia quanto menos real, melhor (pelo menos pra mim)... rs

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