terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Scooby-Doo! Classic Creep Capers



Jogo da turminha hippie sessentista e o cachorro cagalhão que melam com as operações de escroques fantasiados que acreditam manter a atenção longe assustando gente (o que para os padrões do desenho acaba funciona). Lançado no final de 2000, já no final da vida do Nintendo 64, além de ser um jogo "licenciado" pouco divulgado, não é de se imaginar que tenha passado batido (além de sua qualidade tosca).


O estilo da historieta segue o padrão da série de tevê, com quatro casos diferentes compostos com suas assombrações temáticas, mas todos interligados a uma trameca principal. Com essa deixa, o jogador controla o Salsicha, que é acompanhado pelo Scooby, pelos tais casos juntando itens, despistando o monstro da semana, passando por obstáculos e levando o que encontrou para o resto da turma que fica com cara de tacho esperando o maconheiro chapado fazer o trabalho todo e ainda atrair o monstro pilantra até a armadilha.


A jogabilidade lembra Resident Evil e Grim Fandango por explorar áreas fechadas e segmentadas, caçando itens utilizáveis para o avanço ou que servem apenas para entregar ao Fred destravar o final do caso. Nesse meio tempo, há alguns mini-games inerentes como o jogo do sanduíche ao pegar os vários ingredientes do recheio, assim comendo e recuperando energia, ou a descida de esqui no segundo caso. Há o macete de se esconder dos inimigos, necessário para avançar no jogo, onde se acha um item em específico para usar em certa parte do cenário, reproduzindo aqueles disfarces estrambólicos do desenho. Porém, tudo isso citado acima é bem limitado (como os disfarces que só utiliza uma vez cada caso), se resumindo mesmo a uma caça a itens aliada ao controle e direção manguaçados.


A maior cagada de todas (e que atrapalha o jogo) é a câmera e o controle, porque não só os segmentos da tela são focados em ângulos totalmente diferentes, confundindo o jogador, também o controle se confunde todo e faz com que o Salsicha erre para onde vai. Isso faz com que tome dano de trouxa ao fugir dos monstros dos casos ou na hora de esquivar os obstáculos móveis, o que causam dano na barra de energia do hippie chapado. Além disso, ele também perde energia só de encostar em bichos merdalhosos como morcegos, ratos, aranhas e até mesmo partes do cenário em que se pode investigar e achar alguma surpresa (tipo abrir sarcófagos e se assustar com as múmias), se tremendo mais que vara verde.


De todos os casos, o último é o que mais balanceia a procura de itens chaves, coletáveis, fuga dos monstros, fuga de obstáculos, etc, apesar que até esse também precisaria de bastante melhorias na sua composição. Os gráficos são razoáveis até, com os bonecos lembrando um jogo no pique do PSX. A trilha tenta imitar o estilo do desenho, apesar das trilhas do desenho ainda serem memoráveis e até divertidinhas, as do jogo são mais medíocres.

No geral, não tem mistério, essa bagaça aí não vale a pena jogar, apesar de dar uma impressão de aventura gráfica no pique do Grim e usando uns macetes interessantes do desenho, ele é bem fraco em seu desenvolvimento e seu problema técnico câmera/controle é o bastante para agir igual radiação nociva.

4 comentários:

  1. Vixe, mais um com problemas de câmera, aí complica mesmo.

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  2. Só acho meio chato essa mania de limitar os jogos em Scooby e Salsicha, no PS1 é a mesma coisa, os outros são só figurantes.

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  3. Esse eu passo mesmo. Ainda mais que esse entra naquele hall de muitos jogos da época com problemas de câmera. Tô fora! kkk
    Já não consigo ser muito fã do desenho, com todos esses problemas, melhor manter toda distância possível! kkkkkk

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  4. Joguei pouco o jogo do Scooby para N64, eu lembro que tinha uma versão para Mega Drive e SNES e talvez em alguns aspectos a versão do N64 seja melhor por ter um I.A. mais avançada .

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