segunda-feira, 11 de abril de 2016

King's Valley II: The Seal of El Giza



A linha de MSX era forrada de quebra-cabeças mesclando aventura, precisava aliar habilidade e raciocínio, King's Valley 2 não seria exceção. Esta continuação ficou mil vezes melhor que o original, seja no desafio, no visual ou nas suas possibilidades. A historinha pra lá de fumada nos conta que o lendário arqueologista Vick XIII se deu mal ao explorar uma pirâmide alienígena, ou melhor, uma necrópole extraterrestre mesclando motivos egípcios. O tio então é obrigado a catar gemas para abrir os portões que levam a mais trechos das catacumbas tomando cuidado com as ameaças guardiãs do recinto. 

São 6 pirâmides contendo 10 salões. Neles você precisa desviar de múmias perseguidores, uns Anúbis saltitantes e golens que se convertem em pedras rolantes. Para te auxiliar nos combates, conta com facas e bumerangues de arremesso, o problema é ter que largá-los de mão para apanhar as ferramentas necessárias na coleta das gemas e abrir caminhos de escape do contrário terminará cercado, nesse caso obrigado a reiniciar a partida.  


Mais do que enfrentar os monstros é pensar na ordem certa para deixar o lugar! Já te digo que frustra bastante, tem horas que uma parede é gerada do nada e vai por água a baixo qualquer plano pensado na hora de usar uma picareta ou furadeira com validade para um único assoalho ou parede. Logo nos primeiros níveis perceberá a roubalheira! Esse jogo estende um pouco mais a duração com um construtor de fases além de uma edição especial contendo fases piradas usadas num concurso apoiado pela Konami na época. A graça disso perde um pouco porque ninguém além de você jogará esta merda, então é chover no molhado. 


Graficamente ele é bem detalhado e claro, os gráficos são melhores no MSX2 do que jogado no primeiro MSX. Há um capricho extra como era de se esperar da Konami, citando uma cut scene quando o explorador muda de pirâmide, pra época foi bem feito. Foram sagazes em fundir duas modinhas de filmes num troço só: Alienígenas + Indiana Jones.  As músicas estão numa qualidade boa, geralmente games como Castle Excellent e Eggerland metiam um loop infinito naquelas musiquinhas circenses. Aqui não, o tema egípcio não fica naquela amofinação clichê, pelo contrário, os temas dão um gás para jogar. E quem poderia ser responsável por elas? Kinuyo Yamashita, compôs pra Galious, Usas, o Castlevania de NES e até o Mega Man Wily Wars. As músicas pra dar um derrame nos fanboys reaparecem no Castlevania: Portrait of Ruins naquela fase da pirâmide.


Outro grande puzzle de aventura pra um computador pouco esperado pela galera devido as suas limitações. Mais uma vez mostrando que menos é mais, quando não tinham muitos recursos, os caras tinham que inovar, agora temos essa peça de arqueologia da emulação para ser desbravada.

6 comentários:

  1. "Mais uma vez mostrando que menos é mais" INfelizmente os jogos atuais carecem de criatividade

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  2. Quando tiver um crash pior que o de 83, as empresas acordam.

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  3. Muito, a simplicidade esconde uma excelente partida.

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  4. Já fiz umas jogatinas de reconhecimento do MSX mas esse eu deixei passar. Que joguinho bonito para o MSX! Com certeza já está no meu top quando voltar a emular o MSX.

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    1. O 1 não chama tanto a atenção, mas esse aqui é um dos mais indicados!

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