segunda-feira, 11 de abril de 2016

SVC Chaos: SNK vs. Capcom



Falar de bagulho SNK é trevas. Ou é coisa genérica copiona, ou é carro chefe manjado presente em qualquer máquina de boteco. Esse título apesar de comum pras ratazanas de fliper, salva a regra. O jogo era pra ser feito com uns 6 anos de antecedência enquanto o gênero de luta e as duas empresas coronelistas ditavam as regras dos jogos eletrônicos nas ruas feito gangsteres. Saiu em cartucho para o Neo Geo soando como uma despedida e gratidão por tantos anos torrando a grana conseguida traficando cocaína pra comprar os caríssimos cartuchos mesmo se fosse um Sengoku da vida. A choradeira é de crocodilo, afinal, ela não ficou tanto tempo fazendo coisa pro Neo Geo a toa, era o refúgio dela enquanto defecava lançando no mercado o Neo Geo CD, o 3D e o menos pior Pocket

O começo dos anos 2000 foi uma fase maléfica para o gênero. Tomou na lombitcha com os predominantes games porradeiros 3D estrelados por hipsters. No lado 2D era piorjogos muito de nicho lançados a cada milênio exemplificando a série Guilty Gears, tínhamos o continuísmo daqueles contendo menininhas de roupa rasgada conforme apanhavam e os mugens oficiais. Antes mesmo de malharem a comunidade mugen que misturava todos os tipos de franquias quando não criavam mods, desenvolvedoras como a Capcom e até a SNK reciclavam sprites dos jogos anteriores, socavam tudo num super torneio contendo uma arte feita as pressas, uns efeitos especiais psicóticos em cenários extremamente neutros ao som de músicas não memoráveis.


A SNK não podia estar de fora dessa e lança em 2003 a sua própria versão de crossover com a Capcom para o Neo Geo anteriormente dito na resenha, o PS2 e X-tudo ganham versões numa resolução porca, sensacional! Mesmo assim o jogo prometia! Tinha tudo pra dar certo e terminou cagado. A SNK conseguiu dar características diferentes pros personagens da série Street Fighter tanto no design quanto  em seus ataques, porque a Capcom era bem safadona, metia muito clone. Em contrapartida, os personagens ficaram uma porcaria, controles muito zuados, ainda mais pelo fato da SNK usar dois botões de ataque a menos e estão bem piores que a galera do lado da companhia desenvolvedora. 

Já os personagens da empresa bastou ela dar control + C e Control + V no seu acervo, pelo menos criou sprites novos para os personagens mais diferentões ou pertencentes a jogos mais tralhas esquecidos na zona fantasma. Mas até quem jogava as paradas dela vai estranhar os comandos, não sei se é porque ficaram mais puxados pros seus últimos títulos da fase Playmore ou se para implementarem o novo sistema deram um barro feio na movimentação.


O sistema de luta tem suas implementações que não diria ser das melhores. O jogo deu uma avacalhada na esquiva e nos pulos pra forçar você a usar uma cópia barata do parry no Street III de dar um tap pra frente e barrar o golpe. Esse "grooooove (I'm high, rock me, baby!) gauge " cresce em 3 níveis, até aí de boas nas duas lagoas... Vai acumulando poder enquanto treta, quando chega no máximo, tu pode ficar mandando counter na magia da galera enquanto a barra for reduzindo. Mas a diarreia foram de ter restringido o fatal por luta, sendo que tens dois HPs por round num X1 de 60 segundos, toda hora perdendo por timer over! A dificuldade tá mais roubada que o aceito num arcade, tenta só bater os chefes como Mr. Karate e o Shin Akuma! Viajando mais na maionese: enfrentar a Athena do arcade original onanista e o Red Arremer do Ghost n Goblins, possíveis ao ganhar todas as rodadas de lavada e certas vitórias com especial? Só reencarnando como sul-coreano.  


A parte mais descartável também não contribui pra experiência, as vezes só incomoda. Toda luta metem abobrinha conversada entre os personagens antes de caírem no braço nuns cenários sem qualquer expressividade, lembram animes xaropes numas musiquinhas chinesas da pior qualidade, parece até aquelas do Tela Class. É a chinelagem da chinelagem, logo a SNK que deveria dar o exemplo faz algo assim...

Apesar de todo o mal proferido, de todo esse desagrado, ele tem seus pontos de salvação. Primeiro que entupiram de personagem, sub chefe, chefes e ainda os secretos habilitados por maciota no arcade, conferem revisitações constantes no jogo. A SNK pôs uns personagens das duas empresas pouco pensados para o combate só pra criar aquela ligação fanboy com os broacos em deleite por reconhecerem as referências ou poderem jogar com a Jaçanã do Samurai Xandão 64, o marciano de Metal Slug, Zero do GBA e a Tessa de Red Earth. Pros viciados em luta, mais acostumados a mugen talvez discordem, mas porra, isso é amadorismo dela! Tinham que ter caprichado mais! Pelo menos temos o único registro de personagens Capcom num aparelho Neo Geo. O desafio insano é bom pra treinar e tu morrer a base de ritalina em algum cyber café no sudeste asiático. É uma tralha interessante pra tua lista MAME


6 comentários:

  1. Quer jogar umas tralhas de verdade? Recomendo capcom fight jam e o assutador neo geo battle coliseum

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    1. Com certeza, um passeio no inferno, por isso indiretamente citei os "mugens" oficiais, até Marvel vs. Capcom 2 entra nessa, pelo menos na composição de fases e osts genéricas. Tinha até uma personagem nesse Capcom Fight disponível no Street Fighter Alpha 3 de PSP.

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  2. Esse eu joguei muito no PS2 e um pouco no MAME, curto bastante.

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  3. Legal até ele é no final das contas, só que tem cara de beta e muita coisa não colou. Os personagens da Capcom tão uma podreira.

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  4. Kkkkk isso prova que nem toda mistura de 2 coisas boas resulta uma terceira legal! E olha, os cartucho de Neo Geo eram tão caros que eu não duvido de um possível mercado negro envolvendo a SNK kkkkkkk.
    O prblema dessas misturas é exatamente isso, manter a estrutura de golpes e ao mesmo tempo casar com a da "escola" rival. Eu geralmente fujo de receitas como esta, exceto jogos como KOF que aí tá tudo em casa mesmo e a mistura é bem vinda!

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    1. Foi tipo o Tekken vs. Street Fighter, tu nota a falta de equilíbrio, ainda mais quando os sistemas divergem bem.

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