domingo, 22 de maio de 2016

Legend of Ogre Battle Gaiden: Prince of Zenobia



Um tipo de port disfarçado de gaiden (ou historinha alternativa) baseado no primeiro jogo da série Ogre Battle, lançado em 2000 para atrair os japoneses viciados em estratégia a comprar o Neo Geo Pocket Color e se divertirem com as tramóias medievais políticas que essa série da Enix ficou famosa por lá.


O jogo ocorre paralelamente a trama principal do primeiro jogo March of the Black Queen, em que o príncipe Tristan do Reino de Zenobia parte de seu exílio por questões de segurança para enfrentar o Império de Zetegenia que começou sua campanha de imperialismo e forçou o pai do principezinho a mandar o moleque para o interior, protegido e treinado por um cavaleiro belicista de mentalidade maquiavélica (apesar de seguir o padrão de soldado honroso e justo).


Não há diferença entre o jogo de SNES e esse aqui, até o início já contêm o questionário do mesmo mago macumbeiro que define sua carta de tarô inicial e a formação de tropas que ganhará, além do mesmo sistema de mapas, dias passados e batalhas, a diferença mesmo sendo a histórinha e algumas classes extras. E falando em histórinha, são 17 cenários (contando os quatro opcionais) que por volta do sétimo se dividem em dois caminhos diferentes de acordo com as respostas morais dadas durante a trajetória do jogo, garantindo ou os finais neutros/bons ou neutros/ruins.



Os gráficos deram uma caída devido a força visual do portátil e até mesmo a arte dá uma pendida maior pro padrão animu do que a arte original do SNES tinha. Nas batalhas há os bonequinhos em sprite que só na hora de atacar crescem ao tamanho real, esse tal formato real que era padrão constante na versão console. O áudio também é bem serrilhadão e ruim, o famoso "Fight it Out!!" que já era meio inaudível no SNES praticamente virou um riscado irritante de agulha em LP, sem falar na trilha genéricona chiptune.



Não há tradução completa para esse jogo, está até mesmo parado e sem prévia de quando os tradutores gringoleses continuarão com o projeto, só através de FAQs para realizar o jogo completo e caçando sites aleatórios para entender com detalhes o diálogo dos personagens que brinca com a típica questão de valores, mas a história em si é bem fraquinha. Sinceramente, não recomendo essa bagaça, melhor jogar os jogos titulares que tem mais conteúdo, principalmente o de 64 que tem análise aqui na Cucamonga.

6 comentários:

  1. Gosto muito do Pocket Color, mas esses RPG´s não traduzidos são inviáveis. É como você disse Doc, nestas horas vale mais encarar um jogo mais robusto no N64.

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    1. Esse review é mais pra ter noção desse episódio pra lá de esquecido.

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  2. Jogar RPG em japa realmente não dá.

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    1. Uma coisa é certa. Eu não sei japonês mas se tivesse aprendido, com certeza um mundo novo de pérolas dos games seriam descobertas. As vezes eu dou um "passeio" pelas roms japonesas de NES ou PCE e fico babando e me remoendo por não poder jogar. E jogar com FAQ´s auxiliares não dá, não é a mesma coisa.

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    2. Eu uso detonados para poder explorar os recursos bem pensados em certos jogos. E japonês é mais decoreba de kanjis. Uma hora vou conseguir ler satisfatoriamente as mensagens.

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