quinta-feira, 26 de maio de 2016

Resident Evil Beta



Aqui está aquela adaptação de Gameboy Color para o Resident Evil, a paixão dos barbados da geração Y e Z em sua busca constante pela tara do horror gore niho-muricaner, filha rebelde dos enlatados da Universal, dos filmes B de diretores pobretões e de velhotes como George Romero. Tem toda uma histórinha por trás dessa criação mutante não ter saído, talvez já conhecida por quem ficou de olhos vidrados nos anúncios de 2012.


Em 1999, uma terceirizada britânica foi selecionada pela galerinha da Capcom para adaptar seu novo sucesso de terror, febre da garotada e rapazolas da nova era gráfica e séria/realista, de uma forma que honrasse de cabo a rabo a versão do PêÉseUm. Os manolos então botam a mão na massa e acabam torcendo o portátil até a última gota, tentando exigir o máximo da capacidade gráfica, depois apresentando a versão beta aos cabeças da Capcom. Os japoneses não gostaram nem um pouco, falaram que "não estava satisfatório para os fãs" (lendo pelas entrelinhas dessa "cordialidade nihonga": Baka gaijins estúpidos, essa merda fede mais que o golfinho frito na banha de baleia que caguei ontem a noite, enlata essa bosta que isso vai desonrar o espírito de Capitão Yamato!). Com o projeto cancelado em 2000, decidiram pegar outra terceirizada para criar algo no lugar, sendo o caso do Resident Evil Gaiden (disponível na Cucamonga, caçem na lista, vagabundos!).


Doze anos depois, seja um desenvolvedor britânico fodido, um vendedor picareta do mercado negro ou um zumbi querendo manter seu vício por krokodil, ofereceu vazar o beta do jogo na net por uma bagatela de 2 mil doletas, com os estúpidos dedicados fãs pagando a grana para ter os dois cartuchos liberados na net. Devido a isso, houve bastante anúncios em sites de jogos sobre o vazamento desse beta com Donalds embutidos para "disseminação dessa pérola cultural gamera". Depois reclamam da pirataria e dos DLCs, mesmo ainda pagando para completar os jogos de seus respectivos vícios.


Vamos parar de enrolar, sobre o jogo em si dá para escolher entre o Chris ou a Jill, andando pela mansão que os desenvolvedores tentaram ao máximo adaptar o "realismo" da versão original, a ponto de tentarem reproduzir fielmente cada canto e ângulo do jogo. Como podem ver, para um portátil limitado como o GBC, mesmo que tenha sido uma tentativa com muita dedicação dos britânicos, continuou com gráficos borrados e cores bem enjoativas. Os sprites dos bonecos não houve como adaptar, ficaram padrão Ghost Babel tentando apresentar detalhes a medida que se aproxima da câmera do setor em questão até mudar de ângulo de câmera, mas em vez de algo decente, parece algo amador. Os CGs tiveram que ser substituídos por imagens estáticas. E se ver números e letras embaixo da tela, é por causa da programação beta da bagaça.


A exploração também está inclusa no jogo, mas por ser uma versão incompleta, nem todos os itens são pegos, os que estiverem no chão tendo que ficar bem em cima para apertar e poder identificar. De todas as armas encontradas, só a pistola e a escopeta que funcionam, além de terem munição infinita. Para atacar os zumbis que aparecem na tela, prende a mira com o B e vai atirando com o A até matar. O select abre o inventário e o start pausa a jogatina. A movimentação "livre" é toda emblocada, precisando virar nas oito direções se quiser andar em um certo ângulo. A música é só chiptune peidado tentando de maneira porca imitar a trilha de suspense do original. Ah, e lembrando que esse beta para por volta da Guardhouse, então não há como fechar 100%.


Aí está o Donald desse jogo, mas seria mais sábio que nem gastem memória baixando isso aqui, se querem realmente perderem tempo jogando um portátil do RE, tem o Gaiden que é bem mais decente (mas também não significa que é bom). Ou se querem uma adaptação do jogo original mesmo, tem o bootleg xingue-lingue para o Nintendinho (e para o console russo mambebe Dendy) que usa a mecânica do Gaiden, mas não garanto a qualidade.


5 comentários:

  1. Mas que coisa forçada essa tentava de portar algo tão inovador no sentido do 3D mesmo para um portátil singelo como o color. Não é a mesma coisa que DOOM por exemplo, que magicamente roda até em calculadores científicas mas... isso pra mim é muito bizarro.
    Realmente Doc, não estava satisfatório para os fãs kkkkkkkk mas dentro do universo 2D acho que as coisas funcionam para o GBC, qualquer tipo de porte de um snes ou mega poderia ficar bom, mas pegar uma pérola do PS1, aí complica mesmo.
    Caramba, o pessoal segurou o game por 12 anos!
    Vale pela curiosidade.

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    1. Ainda bem que Metal Gear Solid pro portátil foi totalmente adaptado para algo excelente.

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  2. Resident Evil provavelmente é o jogo que passou por mais consoles, tendo até uma versão do 4 para Zeebo.

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    1. Mas era baseado em alguma versão mobile?

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  3. Curiosa versão. Bizarro como conseguiram piorar um jogo pronto e clássico.

    Abc!

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