segunda-feira, 27 de junho de 2016

Grand Theft Auto: Vice City Stories



Que ideia genial poder jogar uma variante do GTA Vice City num portátil de ótima qualidade! Por ter sido lançado em 2006, dois anos após San Andreas, fizeram apenas algumas adições no meio termo quanto a necessidade de estarem neste novo episódio. Me concentrarei apenas nas diferenças do original de 2002 por existirem toneladas de páginas na internet explicando detalhe por detalhe sobre Vice City.

Por ser uma prequel, o mapa recebeu algumas modificações, a mais significativa seria o parque de diversões que viria a ser um prédio em construções, onde você cumpria trabalhos para um texano endinheirado. Na parte das implementações elas tiveram certa inspiração no SA, mas sem tanta encheção de saco como era neste. Geral acha melhor que o Vice, mas putaquipariu, foi o inicio da decadência na série. Começaram a meter muita historinha e enrolações que frusta quem deseja apenas cumprir missões. Precisava defender o território, comer, definir sua forma física, estar solícito aos relacionamentos, ampliar atributos como habilidade natatória fora as maluquices tipo um traficante de esquina tirar brevê de aviação ao invés de se focarem na vida bandida, matança, fuga etc.. É o engodo de um sandbox sem propósito. Pra nossa sorte Stories continua bem direto ao ponto.


Neste novo Vice pode pilotar jetskis, nadar, tomar o território do inimigo e defendê-lo das futuras invasões (a chatice herdada de San Andreas). Após expulsar uma facção rival, é possível ampliar a construção e selecionar um dos 6 empreendimentos que consistirão em quests alternativas feito aquelas de profissões. Elas variam em levar prostitutas para clientes e protegê-las, destruir lojas e cobrar proteção, catar droga atirada no mar usando um bote, enfrentar inimigos e roubar-lhes pertences importantes etc.. Achei bem dispensáveis, só vale caso deseje alcançar os 100%, ainda prefiro as divertidas rampages. A segunda razão para tomar território é que ele lhe retornará lucro conforme o dinheiro investido nas construções. Seria uma evolução dos negócios comprados no primeiro VC.



A edição posterior para PS2 recebeu singelas novidades como 6 missões extras, rampages,  stunts e profissões a mais. Corrigem bugs, incluem easter eggs nuns pontos escondidos, efeito de bloor, barulhos refeitos e pra sacanear removem o multiplayer. As rádios continuam com o excelente repertório cafona, havendo uma inédita tocando soul music farofenta. A V-Rock ainda toma a liderança em qualidade, vai saber o motivo de incluírem a excelente "Stranglehold" do Ted Nugent, saída em 75, quase uma década antes da história do jogo.



A historinha se passa em 84, dois anos antes da aventura de Tommy Vercetti. Jogamos com Victor,  o primogênito dos irmãos Vance. Ele estaria servindo o exército para cuidar de um irmão asmático. O sargento da junta o envolve do nada no submundo. Numa das trapalhadas involuntárias a Vance, o seu superior arma um jeito de expulsar-lhe da base. Sem aonde ir, ele fica uns tempos num amigo milico alcoólatra chamado Phil Cassidy. Fazem uns trampos juntos, até ele apresentar-lhe ao cunhado metido numa rede de prostituição. Esse cara gosta de descer  o cacete em sua esposa Louise que nutriria um relacionamento futuro com Vic. O personagem principal dá logo um jeito de findar o cabra.

Na segunda parte nos encontramos com Lance Vance Dance, totalmente trapalhão e encrenqueiro. O infeliz rouba o suprimento de coca dos irmãos Mendez ligados ao tal sargento. Pior, a mãe dos Vance e o seu amante, ambos viciados, pintam do nada e roubam a carga inteira dando no pé do mesmo jeito em que chegaram. Numa rabuda pior que a outra, os irmãos Vance tentam vencer de diversas formas o cartel que a todo custo tenta varrer-lhes do mapa.

As missões apesar de aumentarem o grau de dificuldade conforme o progresso podem guardar algumas bem desafiadores ou no mínimo irritantes antes da parte final. Já cito uma logo no começo quando você trabalha para o bêbado, obrigado a resgatar de empilhadeira uma quantidade de caixas antes do labirinto em chamas do armazém transformá-lo em churrasco. Uma outra bem perturbadora é enfrentar um exército de putas fortemente armadas numa piscina.



Outras são bem divertidas como controlar uma versão doméstica do R.O.B. (também paródia ao robô de Rocky IV) só para ter acesso ao cofre de um mafioso e destruir sua mercadoria. A participação do Phil Collins é muito boa também, você confere um show do próprio enquanto impede sabotadores de matá-lo. Inclusive a música “In the Air Tonight” é tocada no episódio piloto da série Miami Vice. Os dubladores são bem interessantes. Tirando Phil Collins, temos a participação de Danny Trejo (Machete), Luis Guzmán (O Pagamento Final), Michael Philip Thomas (Ricardo Tubbs em Miami Vice) e Gary Busey (ator secundário e astro de ação B).


Pros órfãos do verdadeiro Grand Theft Auto, temos este ótimo episódio estendendo um pouco mais os meios para se chegar aos 100%. Permitiu que o protagonista pudesse nadar algo que fazia as regiões aquáticas parecerem ácido sulfúrico. Uma boa seleção musical brega incluindo a divertida aparição de Phil Collins. Só achei o Victor Vance muito sem graça, é uma copia carbono do CJ e o homie do V. Era melhor que jogássemos com o Lance. Joguem de alguma maneira VCS. Vai saber porque não falam bem dele. Vai ver o pessoal só curte GTA pelos penduricalhos e inovação gráfica na sua época de lançamento.


4 comentários:

  1. Se tem uma coisa que sempre me incomodou nos jogos, era morrer ao tocar na água, no caso do GTA, o San Andreas foi o primeiro a mudar isso, o que o torna um marco para mim. Tenso foi o seu sucessor, Liberty City, remover esse avanço, na época que joguei, foi algo que considerei bem absurdo, um retrocesso enorme. Esse Vice City Stories, eu nunca joguei, preciso testar para ver como é, provavelmente eu pegue essa versão de PSP.

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    1. A pior parte era encostar o char na altura da canela em alguma área com água e ir tomando dano como se fosse aquela lava em Metroid. Algo até bizarro uma vez que a cidade é bem tropical.

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    2. Uma coisa que eu não sei se tinha nos GTAs antigos, mas eu odiei em Driv3r (PS2) era o fato do personagem pular e não se agarrar. O fato do CJ (San Andreas) se agarrar em muros, grades e no que mais ele pulasse, era simples, porém ótimo, em alguns outros jogos, só dava para ficar pulando na parede que nem um retardado.

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    3. Chequei aqui e não pula o muro. A menos que tenha um comando que eu não conheça.

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