domingo, 24 de julho de 2016

Clockwork Knight 1 e 2



Vou falar desses dois jogos numa tacada só, porque a parte dois continua exatamente no chefão final do primeiro título, essa interdependência soa até como a abordagem atual das desenvolvedoras vendendo o mesmo jogo só que particionado. 

Achei que o jogo tivesse saído devido ao bafafá que a animação Toy Story gerou mundo afora, seria fácil deduzir algo assim se não fosse o fato do jogo ter saído um ano antes deste. Outro lance seria as polêmicas envolvendo a Disney e Pixar sobre plágio. Uns ciganos dizem sobre Toy Story ter se valido da animação The Christmas Toy de 86 usando também esse lance dos brinquedos despertarem por uma macumbaria hippie. Quem sabe foi a fonte da Cegueta também?


A historinha é sobre a boneca de um relógio no topo da parede despertar os brinquedos de uma casa e ser o amor platônico de três mosqueteiros de brinquedo, sendo o herói Sir Tongara de  Pepperouchau III ou "Pepper" o mais trapalhão deles. Numa certa noite aos lampejos de uma trovoada, a boneca é raptada e parte dos brinquedos paraguaios se voltam contra os principais numa espécie de transe hipnótico. Agora estes devem vasculhar pela residência o paradeiro da donzela sequestrada. 

Na verdade você só controla o tal Pepper, muito parecido com um dos robôs com aparência de brinquedo do filme Blade Runner, atravessando 8 fases divididas em 4 mundos cortadas a cada dois estágios por um chefe ao lado de diálogos batidos entre os brinquedos secundários antes de iniciar uma fase, CGs parecidas com Toy Story e uns bônus bons para o acúmulo de vida. Esteticamente o jogo é bem charmoso apresenta aquela aura lúdica fanfarrona dos jogos Disney tipo Castle of Illusion ao lado das imagens digitalizadas responsáveis pelas texturas mais apelativas na atenção, infelizmente o jogo guarda muitas imperfeições para torná-lo memorável.


Tirando o apelo gráfico, ele falha em competir com Donkey Kong Country. Primeiro que este não precisou ser portado para um sistema mais fodinha pra ter uma pá de fases criativas, datas graváveis e bastante extras para completá-lo (pelo menos os dois finais). Clockwork sofre o mesmo mal que Astal  e Yoshi's Story por exemplo na duração curta. Nem juntando os dois títulos você tem a metade de um DKC3. Ainda por cima, o 2 apesar de ser melhor acabado repete ideias do primeiro, numa maratona talvez deixe mais monótono o andamento.


Outro problema é o controle. A resposta é muito atrapalhada e parece que você está jogando o tempo todo em fases de gelo. Clockwork sequer cria coisas novas, apresenta a mesma mecânica de DKC em questão de segurar objetos, a fase ter caminhos alternativos para a exploração e bônus de vida extra no final do ato. O desafio é quase equiparado ao Donkey Kong Country, pode ser levemente desafiador no começo, mas pegando a manha e dominando os seus segredos, você já desbrava tudo. A música não é muito impactante, embora seja bem feita. Toca country, jazz e salsa de maneira mais bonachona e nas aberturas e finais rolam musicais, cantados pela boneca árabe lança-perfume. 


Recomendo os dois jogos pra quem enjoou de tanto zerar os games da macacada no SNES ou ficou sem opção de aventuras usando esse visual digitalizado característico da companhia Rare e de algumas fabricantes ocidentais. Só que a continuação tu só vai conseguir rodar no SSF se for a edição Japonesa. 

5 comentários:

  1. A Ideia por trás do toy story, veio de uma outra animação criada pelos os produtores do filme ( o protagonista é uma torrada)

    E se não me engano, esse jogo tem fortes inspirações no clássico ''o quebra nozes''

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    1. Boa citação sobre a peça do Quebra Nozes e a produção do Brave Little Toaster que eu não conhecia.

      Vi um comparativo maior com The Christmas Toy nuns sites paranóicos até com o lance do brinquedo novo pensar ser real e etc..

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  2. Esse lance de continuar no chefe do primeiro é estranho, principalmente antigamente que muitas vezes a gente jogava um "número 2" sem nunca chegar perto do primeiro.
    Controle tem que ser bom, até em jogo de xadrez isso é valido kkkkkkk mas em geral o que percebo é que jogos que tentam forçar a barra digitalizando imagens ou tentando dar um grande salto gráfico acaba deixando os controles um pouco bugados, talvez seja alguma coisa em relação a colisão sei lá. É por isso que DK do SNES é tão legal, é lindo e possui jogabilidade absurdamente boa.
    Jogos assim geralmente possuem efeitos de profundidade e bastante humor, como o Saturn acaba ficando na sombra do play é muito bom ter jogos assim para dar uma jogada.

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  3. Pelas screenshots me lembrou um pouco do Toy Story de SNES.

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  4. lembro desse quando foi lançado esse personagem quixotesco, seria legal ver um remake.

    Abç

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