terça-feira, 5 de julho de 2016

Shinrei Jusatsushi Taromaru a.k.a. Psychic Killer Taromaru



Shinrei Jusatsushi Tarōmaru no ocidente conhecido pelos dois nomes Psychic Assassin Taromaru e Psychic Killer Taromaru é uma raridade cult pra Saturn extremamente bem feita. Ele foi concebido pela divisão japonesa da Time Warner, vale dizer que ela apostou tardiamente numa fórmula run 'n' gun além da ambientação ser extremamente localizada no Japão, embora coisas carregadas no folclore nativo atraiam a curiosidade estrangeira. 


Segundo a yakuza, Shinrei seria distribuído como fliperama, então reciclaram o jogo para o combalido Sega Saturn. Apesar da liderança e integrantes do time terem um histórico disperso na indústria, um dos nomes soa curioso. Hiroshi Iuchi era atuante em diversos jogos da produtora Treasure, a mesma de Gunstar Heroes, Alien Soldier, Ikaruga e etc.. Como o jogo lembra muito as produções dessa empresa, fica a dúvida se ele influenciou o projeto...

É basicamente um Gunstar envolvendo o Japão medieval onde você escolhe dois membros antigos da Seicho-no-ie, o ninja Taromaru e um monge usando chapéu de palha, naquele arquétipo do lendário monge (Marafo-hãntá) Benkei. Parece que o seu feudo foi atacado por toda a sordidez quimbandeira do Japão, cabe a você fritar todos os monstrengos e restabelecer a paz. O controle é muito simples: Um cursor segue ao seu próprio modo o direcionamento do guerreiro e marca determinado monstro. 


Depois você precisa atirar normalmente, mas vamos aos pormenores: O botão A converte alguns inimigos para o seu lado deixando-os dourados. Limitam-se aos ninjas e uma espécie de monge flutuante que dispara umas acerolas. A IA desses helpers é triste, recomendo apenas que cate o ninja comum por causa da espada, o seu ataque quebra um pouco o galho. O botão B atira, quando carregado, ele não somente aumenta o estrago como pode atacar inimigos em cadeia. 

Por fim o botão C pula e o X evoca uma barreira de curtíssima duração que uma vez dominado o seu tempo e ritmo, te salvará contra um monte de aflições ocasionadas pela monstrengada. A fases são ininterruptas, o própria tema e música marcam as divisões, intercalam a matança avante com subchefes e os próprios mestres. O desafio é moderado. A barra de energia e vidas são generosas. O que estraga talvez é a quantidade baixa de recuperação (a dica é matar sempre os ninjas azuis) e a própria mira que fixa em alvos não desejados, por fim monstros exigindo uma especificidade de acerto e você não acerta direito por causa dessa mira. 


A trilha sonora é muito foda, cria o climão macumbento sinistro. A do barco quando aparece a caveira e os ninjas das pipas é a melhor na minha opinião e infelizmente toca somente naquele momento. Umas faixas que fariam o Oda Nobunaga dançar nas profundezas do jigoku com o rei Emma batucando a mesa.  Ela foi concebida pelos discretos compositores Kenji Yokoyama e Shunichi Hanawa.

Tá aprovado! Jogo curto, competente, possuindo uma boa programação sendo um pouco comprometida pelo cursor de ataque, cobrança justa de desafio (jogando umas 3 vezes você memoriza todos os truques), gráficos caprichados, fazendo transições tridimensionais ao som de uma excelente trilha sonora macabra. Só pra vocês terem uma ideia. Devido ao status cult, um mero cd custa em torno dos 200 à 400 dólares! Por isso, corram atrás de Shinrei, tá mais do que aprovado!


4 comentários:

  1. Algumas capturas de tela (principalmente a primeira) me lembraram um pouco de Castlevania, mas aparentemente é um estilo de jogo bem diferente.

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    1. Ele é praticamente um Gunstar Heroes de Mega Drive.

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  2. Eu tive problemas com a iso dele não rodava o som depois que achei uma iso boa eu joguei o início e curti bastante mas acabei desistindo para continuar com outros jogos e vou voltar a pegar em definitivo essa pérola. Agora deu mais vontade de jogar ainda depois do post!
    falou Doc.

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    1. Por alguma razão a trilha sonora desaparece, mas o problema some resetando ou reiniciando o SSF.

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