quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

The Street Fighter, 1974 - Shigehiro Ozawa




Tava faltando filme de porrada na Nação Cucamonga, por causa disso trago de uma vez um dos principais expoentes do gênero! Este é estrelado por ninguém menos que Sonny Chiba, o Bruce Lee japonês sangue nos olhos, mais lembrado como o velhote Hatori Hanzo de Kill Bill. É nesse mero papel que o mundo relegou o cara. Na sua terra natal, Shin'ichi Chiba colecionava popularidade nos diversos esportes que fazia quando resolveu praticar artes marciais com ninguém menos que o mestre carateca Masutatsu "Mas" Oyama, conhecido pelos feitos fora do comum tipo enfrentar touros à unha. Muitos questionam a veracidade desses intentos mas a popularidade do sujeito rendeu uma trilogia de filmes estrelada pelo próprio Chiba e o anime Karate Baka Ichidai uma das fontes bebidas pela Capcom para formular a série Street Fighter (o nome do review desta resenha já deve entregar um pouco isso).

Shin'ichi acaba descoberto pela Toei participando de estilos de produção variados. Por jogada de marketing muda seu nome também para Sonny e quando apresentava certa consolidação nos estúdios, ele pega a onda dos filmes de luta popularizados por Bruce Lee. The Bodyguard prenunciava elementos melhor desenvolvidos aqui em Street Fighter, na minha opinião o ápice do ator. As lutas em The Bodyguard eram gore e diferente da maioria dos filmes de artes marciais que evitam o uso de armas de fogo, Sonny enfrentava a tudo e a todos desferindo cruéis finalizações.


Sonny Chiba interpreta Takuma Terry Tsurugi, um mercenário que logo no começo do filme se infiltra numa prisão se passando por monge budista para dar benção ao condenado carateca Junjo, sentenciado a morte por ter matado pessoas na base dos punhos. Tsurugi então revela-se e ambos já mostram que o filme não tá pra brincadeira fazendo um combate onde Junjo sai derrotado. A polícia acaba levando Junjo as pressas para o hospital, mas Terry e seu parceiro trapalhão sequestram a ambulância. O golpe "fatal" que o mercenário dera, apenas o atordoaria temporariamente.

No próximo segmento observamos o quão filho da puta é o personagem e isso é um achado se levar em conta que os realizadores desse tipo de filme tentam sempre vitimizar os mocinhos. Bem... A contratação foi feita pelos irmão do carateca, que por tentarem passar a manta em Terry alegando não terem o restante da grana. Isso emputece Terry lhe fazendo espancar os dois malandros. Pior, um dos contrantes erra um chute e acaba caindo pela janela. Terry não satisfeito leva a outra caloteira para a zona em razão da falta de honra no pagamento. Esse pequeno plot renderá ações futuras...

Na segunda parte um sindicato criminoso tenta contratá-lo para raptar Sarai, herdeira de um falecido ricaço do petróleo. Como Tsurugi cobra muito dinheiro, o sindicato tenta intimidá-lo, mas Chiba mostra quem é que manda e muda de lado. Ele então vai procurar a garota que vive com seu tio um mestre de caratê chamado Kendo Masaoka. Tsurugi pra testar suas habilidades enfrenta vários lutadores do dojo até duelar contra o próprio Masaoka. A luta é muito boa e rende uma divertida tensão mostrando o flashback de Terry ainda criança vendo seu pai executado sob alegação de espionagem na segunda guerra. Chiba então concentra o seu fôlego e finaliza a luta. Masaoka conta que conhecia o pai de Tsurugi que ambicionava criar uma arte marcial sino-japonesa.

Agora o protagonista precisa proteger Sarai do sindicato antagonista misturando yakuzas e mafiosos chineses de roupas típicas. Junjo também entra pra desforra tentando vingar a desonra acometida aos seus irmãos. Daí em diante é uma sequência de lutas, contra lutadores de mãos limpas, gente usando arma branca, arma de fogo e até armadilhas para tirá-lo da jogada.


Esse filme é mais do que indicado, temos um personagem principal sem escrúpulos, possuindo um jeito de lutar que no mínimo faz o adversário cuspir os dentes da boca. Temos sangue, mulher sendo tratada sem frico frico, uma trilha sonora que mantém o ânimo em assistir, fora as caras e bocas mais exageradas que as de Bruce Lee. Chegaram logo em seguida umas duas sequências mais contidas e sem tenta graça. Os filmes posteriores ficaram um tanto enrolões. Este é mais dinâmico. Nem tenho coragem de falar do spinoff  televisivo com a "irmã do street fighter". O filme tá logo abaixo e legendado, relacionado a ele tem as sequências pra quem tiver curiosidade. Selo Cucamonga!

Filme completo:


4 comentários:

  1. cara, não conhecia.
    Parece bem maneiro. Masutatsu Oyama é lendário de dar medo: "Com punhos como martelos, suficientes para esmagar a carne e os ossos dos seus adversários, considerando não ter rival à altura na raça humana, decide testar a sua força e capacidades contra um touro e partir: tijolos; garrafas; pedras; árvores, etc..., com as mãos nuas."

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    1. Um dia desses falo do filme Karate Bullfighter, o primeiro é bem legal, já os demais caem um pouco na qualidade.

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  2. Ótima dica Doc, vou ver isso afinal de contas um Bruce Lee japonês foi o suficiente para chamar minha atenção.
    O filme é de 74, uma época em que os filmes de luta estavam no auge!!! Os de Ninja eu acho que pegaram mais nos anos 80.
    Abração!

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    1. Esse aí precisa entrar em qualquer lista sobre filmes de artes marciais. Porradaria do começo ao fim e ainda guerreiros temáticos tipo nos jogos eletrônicos.

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