domingo, 5 de novembro de 2017

Mad Gear a.k.a. LED Storm



Conheci este jogo enquanto lia sobre os bastidores do Final Fight. O Nome da gangue barnabé que dominou uma cidade vizinha a Nova Iorque sem qualquer arma de fogo derivou seu nome da versão japonesa de um fliperama de corrida lançado em 1988. No ocidente foi adaptado para LED ou L.E.D. Storm para reforçar o acrônimo Laser Enhanced Destruction, dois nomes esquisitões no final das contas.

Apesar de ser um genérico de jogos estilo Spy Hunter/Road Fighter, ele ainda conserva uma identidade própria e elementos divertidos para um joguinho de corrida que é o mais sincero possível na proposta surreal sem aquelas neuras de simulador. Os carros e seus pilotos seja os mocinhos selecionáveis ou os oponentes são apresentados na demonstração enquanto não deposita o seu salário em fichas, juro que não fiz  a menor questão de decorar os nomes, por isso me referirei ao carangos como carrinho de F-1, porsche e caminhão.  Os três caem naquelas especificidades clássicas dos videogames da Capcom: O mais rápido, o equilibrado e o fortão.


O objetivo é passar de uns 10 níveis, tendo que saltar buracos, esmagar carros rivais, escapar de ogivas lançadas por helicópteros e os paredões que bifurcam direções no caminho. Tirando o atributo mais notável da velocidade e o consumo de gasosa, a diferenciação está no controle das curvas, o carro de F-1 derrapa facilmente, o porsche é mais equilibrado nas mudanças de direção enquanto o caminhão somente rodopia ao ser atingido. O direcional pra cima acelera e apertando uma segunda vez ele dá arrancada consumindo 1 ponto de combustível. O outro elemento crucial para dominar com perfeição é a precisão dos pulos, lembrando muito aquelas cenas galhofas do Speed Racer. Setas e avisos de salto serão mostrados, mas o timing e direção dependerão do jogador e de como ele decora as roubalheiras impostas a cada nível mais e mais desonestos.

O jogador deverá administrar a barra de combustível, pois tomando um ataque poderoso ou caindo num precipício, parte da energia será consumida, somente recuperável catando galões de gasolina. Os percalços das pistas são vários: carros obstruindo suas passagens, motoqueiros que agarram sua lataria e o impedem de pular, poças escorregadias tudo isso aliado ao design dos níveis. O ponto forte deles está nas variações, pode ser que algumas pistas tenham similaridades com outras, mas geralmente contém coisas próprias. Tem fase de viadutos com duas camadas de pistas, ídolos de pedra, ossadas de dinossauro e superfícies vítreas escorregadias entre outras ideias incomuns num jogo de corrida.


Creio eu que caso jogues tipo um viciado, decorando todos buracos, locais contendo combustível, catando os campos de força e sabendo o modus operandi dos inimigos seja capaz de fechar o jogo com uma ficha. Eu fui razoável numas fases, mas do quarto  trajeto em diante a safadeza aumenta e fui usando fichas extras. Os galões escasseiam e temos umas sacanagens escancaradas, tipo uma fase tubular onde o jogador sequer pode visualizar o que acontece dentro do túnel.  Os carros esmagados e bônus coletados também não me ajudaram para conseguir vida extra, desconfio que eles sejam estritamente pensados para a acumulação de pontos.


O time de criação de Mad Gear é bem curioso, contou com Takashi Nishiyama, o co-fundador do primeiro Street Fighter que depois pulou fora da Capcom para desenvolver os principais jogos de luta da companhia rival SNK além de  Tomoshi Sadamoto envolvido nos jogos SFIII, Slam Masters e King of Dragons e o compositor de Mega Man 2 Takashi Tateishi fazendo aquelas melodias grudentas típicas nos Mega Mans. Nesse aspecto sonoro só me irrita as falas do corredor aparecendo o tempo todo.


O jogo não foi bem sequer no Japão, a Capcom então do jeito que todos conhecem foi lá, mexeu levemente no jogo e relançou-o sob o novo nome LED Storm Rally 2011, tirando os carros de estilo contemporâneo para modelos mais modernões até melhor condizentes pra realidade futurista das arábias. Onde o carro ao acelerar virava uma motoca de super sentai. O título saiu num monte de computadores domésticos e desde então foi esquecido. Pra quem quiser uma experiência surreal com um game de corrida, aconselho ir na importadora e descolar Mad Gear/LED Storm. Outro clássico da Capcom contendo possibilidades remotas de voltar algum dia.


4 comentários:

  1. Eu gosto deste estilo de jogo mas não tenho habilidade, quer dizer, ter que pular com o carro me deixa sem referência, exceto se fosse lateral... tipo city connection. Quem diria, um jogo underground teve a presença do pessoal de street e Mega Man. Ele parece ser bem rico no gameplay, o lance do direcional para cima duas vezes para fazer arrancada me chamou atenção.
    Valeu, Doc.

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  2. Corrida não é o meu forte, mas jogo ele as vezes e consigo me divertir, é entretenimento puro, algumas produtoras esquecem sobre esse objetivo ao desenvolverem um jogo. O histórico de quem participou da sua fabricação é outro chamariz.

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  3. corrida também não é meu forte. até tentei jogar o spy hunter para psvita, mas o jogo agora só pega poeira.

    Need for speed para pc foi um que joguei até o final.

    excelente post!

    abç

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    1. Acho que o foco de geral aqui são os joguinhos de plataforma HAHAHAHA.

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