quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Chicago Syndicate



Você está na Chicago dos anos 20, dominada por marginais sangue ruim controlando todos os distritos, e segundo ordens do chefe de polícia, precisa limpar as ruas dentro de um ano. E quem melhor do que um detetive igual ao Besouro verde, sem arma nenhuma, a não ser o seu kung fu e inseparável arpéu? Assim começa o bisonho Chicago Syndicate, estrelando um dos personagens daquele Eternal Champions, um “World Heroes genérico" puxado pro gore (apesar de legal) exclusivo do Mega Drive e do Sega CD.   

O jogo fica na promessa. Começa bem original, num escritório mafuá, mostrando gráficos do modus operandi criminal em todas as zonas da cidade, cartazes de procurado e tals... No telefone você recebe informações do delegado ou então de uma fonte anônima na penumbra, ambos delatando eventos num canto específico de Chicago, aí tu escolhe a porta e depois qual área seguir. Agora vem o inferno, o controle é esquisito demais, não segue padrão nenhum, os botões de ação, resumem-se a soco e outro pra chutes, o start varia nuns golpes bêbados. Deixando um dos três apertados e mexendo o direcional, o tal Larcen Tyler aplica diversos golpes. Os pulos e recuos saem de proezas no direcional. 

O bicho não anda normalmente pra trás, vive em guarda. As armas recolhidas funcionam apertando start. O arpéu anteriormente referido, não pude descobrir direito o que deve ser pressionado pra ativá-lo. Os inimigos não lembram nem um pouco facínoras da época ambientada, parecem estereótipos chineses - lançam facas, tijolos, uns golpes nada a ver e de tanto apanharem ficam zonzos, porém, permanecem invulneráveis até recobrarem a consciência para só então receberem o golpe de misericórdia. 

Eu apertei o comando do hadouken e esse Besouro Verde de araque mandou um soco carregado que tirava ninharia do sangue inimigo. As fases não criam camadas nos cenário, então um prédio que parece estar no fundo do nada bloqueia a sua passagem, assim sendo precisa ser driblado pelos pulos e no final da fase, NÃO TEM NINGUÉM PORRA!!! Joia! Não aparece chefe ou evento algum, passa o tempo matando dúzias de marginais pra nada. O ruim é que eles vão aparecendo pelas suas costas, e como tu é uma porra de siri andando, fica difícil recuar sem apanhar, tu morre e é um game over sem titubear.

A ideia era boa, mas o resultado foi chinelo, o maior desafio fica compreender essa merda. E estamos conversados! Ah... Jogue isso com o som desligado, as músicas estão horríveis.

*artigo do antigo site "Time Over", vindo através da magia negra.

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