quarta-feira, 7 de agosto de 2013

The Third World War



Rapaz... E pensar que existe uma capa dessas no mundo... Mais engraçado que isso, só se fosse o Papai Bush apertando a mão do Saddam em vez do Bill Clinton.

Essa é capa japonesa de The Third World War, jogo de estratégia por turnos lançado para o Sega CD/Mega CD em 1993-94 no Japão e Estados Unidos respectivamente. Ele é baseado em todos os sentidos no famoso joguinho de tabuleiro Risk (conhecido aqui no Brasil como War), produzido e distribuído pela Micronet. A versão americana da capa já dispensa o caloroso aperto de mão entre os dois "grandes amigos" para mostrar algo mais "palatável" para os jogadores dos EUA.


  
O objetivo do jogo é muito simples, você deve conquistar o mundo inteiro com o país que escolher, seja dominando a economia mundial ou metendo bala para todos os lados. Isso possibilita que o jogador imagine todo tipo de situações de conquista. As escolhas são bem variadas, podendo escolher: Estados Unidos, Rússia, Japão, Alemanha, China, França, Reino Unido, Índia, Brasil (Sim, até o nosso querido país tupiniquim possui chances de ser uma gigantesca potência), Canadá, Líbia, entre vários outros, totalizando 16 países.

São oferecidos 5 cenários, cada um representado uma situação de conquista. Um deles é a Guerra Fria, no qual você age durante os anos de tensão entre capitalistas e comunistas; já os outros são cenários fictícios que enfatizam algumas possibilidades de conquista, como dominar através de guerras, pelo poder econômico, dominando os países do pacífico ao aproveitar os problemas que estão passando e finalmente a conquista sem nenhum escrúpulo, utilizando de qualquer meio necessário.

Ao escolher o cenário e o seu país, um breve discurso é narrado e então se inicia jogo, mostrando um painel com o mapa mundi durante o turno do computador, relatando as ações dos demais países e então aparece um mapa do seu país no turno do jogador, mostrando as cidades importantes e os dados de população, segurança, moral, verba, entre outros. Acima se encontram os comandos relacionados ao exército, economia, tratados internacionais, políticas nacionais, informações de todos os países e o menu de opções. Com tudo isso, você pode decidir se quer melhorar seu exército, incitar ataques, conduzir espionagem internacional, investir em outros países, formar tratados, melhorar a lei e a ordem, investir na indústria, etc. Mas cuidado, porque você só pode realizar 4 comandos por turno, então é necessário pensar e escolher bem.

  

Há os outros países no jogo além dos 16 que podem ser selecionados, porém sua serventia se resume a servirem de locais de investimento (conseguindo controlar a economia regional ao injetar dinheiro constantemente) e/ou para serem invadidos, não possuíndo nenhum poder de decisão no jogo como os selecionados. Quando se decide invadir um país, um campo de batalha é aberto, onde seu exército enfrenta o do inimigo, com possibilidade de comandar os tanques/helicópteros e coordenar ataques aéreos ou marítimos, porém esses dois só podem ocorrer apenas uma vez por batalha.


 
Os gráficos são bem simples, como também o pouco sortimento de músicas tocadas tanto nos mapas quanto batalhas, sendo muito repetitiva e chata. A mecânica do jogo pode confundir bastante de início, precisando jogar algumas partidas para ter pelo menos a noção básica do que se pode fazer. Além disso, é um jogo que pode se tornar facilmente cansativo, já que é muito difícil gerar dinheiro e financiar todas as variantes que o país escolhido pode utilizar, sem falar que os países comandados pelo computador podem se desenvolver muito mais rápido, assim tornando a campanha muito longa e enfadonha, trazendo a sensação de que continua no mesmo lugar e minando a paciência de continuar o caminho à conquista mundial.
The Third World War é um jogo razoável para passar o tempo, apesar de não ter valor o suficiente para ser rejogado várias e várias vezes, tanto por sua dificuldade de adaptação e vitória quanto pelos seus gráficos simplistas e música enjoativa. Jogá-lo depois da primeira vez seria mais por questão de nostalgia em imaginar situações de "e se..." entre potências e/ou desafiar a dificuldade do jogo e se tornar o "Rei do Mundo".

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