quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mega Man: The Wily Wars


  
Coletânea contendo os primeiros jogos de “Mega Man” originais do NES, sem tantos bugs, gráficos e músicas refeitas, datas graváveis no lugar do password e mais um extra bastante sombrio. Só de pensar na existência de três jogos e meio num mesmo cartucho da muquirana Capcom já é impressionante pra caralho, vide o caça-níqueis “Complete Works” do Play 1. Essa desgraça ficou restrita ao Japão e Europa, nos Estados Unidos apenas pelo online Sega Channel.

“Mega Man”


Escolha uma das seis fases temáticas vença o robô mestre e ganhe sua arma principal para usá-la no próximo chefão vulnerável a ela, nesse interessante sistema Jô-ken-po. Após vencer todas as fases, passe por outras quatro mais desafiadoras, contando com a revanche dos chefes anteriores e mais o maluco Dr. Wily controlando sua máquina infernal. Esse em minha opinião é o mais original e desafiador, depois foram sequências e mais sequências caça-níqueis.
“Mega Man II”


O mais bajulado da franquia, agora são oito chefes disponíveis, três itens especiais responsáveis por levá-lo em áreas inacessíveis do modo normal e tanques de energia, nesse remake eles não somem após o game over. Tiraram o normal e deixaram somente o hard mode, que é a dificuldade original no Japão. Os chefes parecem mais bocós, a quantidade de fases bizarras aumentou e o desafio reduziu um pouco. Acharam que ficaria superior pondo um robô dragão.

“Mega Man III”


Aqui começam os chefes absurdos, ”Hard Man”? “Top Man”? E as fases esquisitas, quem fez o design daquela fase dos cristais que depois tem até espermatozoides azuis? Pesquisando, eu pude notar que no III os robôs chefiam colônias espaciais, uau! E se o corno não tiver o manual, fica com cara de imbecil? Parece que sim. É o jogo que estreia aquele cachorro Rush, útil como mola, veículo marinho e mais popular como prancha a jato. No meio das fases você enfrenta Protoman, um Mega Man vermelho totalmente previsível. Depois dos oitos chefes, é obrigado a rejogar quatro fases numa dificuldade maior, e nelas enfrentar robôs do jogo anterior para só assim chegar no castelo do Dr. Wily. No castelo reciclam chefes do primeiro jogo, aquele Yellow Devil fica laranja e o clone multiplica-se em três. *Clap clap clap! Prêmio colcha de retalhos.
-Wily Tower-


Eis uma das paradas underground da franquia. A tal Wily Tower. Pra muitos, o jogo restringia-se a trilogia, e quem emulava passava batido, devido a uma trava da ROM que não permitia acessar esse momento. Cairia no esquecimento se não fosse aquela database do “Rockman & Forte”, mencionando os três chefes que consistiam a tal “unidade Genesis”, inspirados naquela novela chinesa “Jornada para o Oeste”, do deus macaco escoltando o monge até a Índia e conseguindo aliados pelo caminho. Você só conseguirá contratando a yakuza para arrumar o cartucho original ou então obtendo uma ROM patcheada. Antes de entrar nas fases, é necessário escolher oito armas e três itens de suporte de todo o arsenal conseguido nos jogos da coletânea. Enfrente os tais três chefes, as fases parecem colagens dos outros jogos, aí vem a tal Wily Tower, cada nível dela, contém inimigos únicos de cada jogo. No final é o robozão do juízo final, por fim os verdadeiros créditos. 

  
Ótima coletânea contendo a melhor fase do personagem, ótimo extra, tendo como negativo as musicas que não carregam o mesmo sentimento das versões antigas, as concebidas para o extra eu tiro o chapéu. Infelizmente, virou relíquia de vendedor vagabundo da internet. E é peça de colecionador das estantes de quem pensa em colecionar o melhor do Mega Drive.

*review necromanciado do falecido site “Time Over”.

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