terça-feira, 13 de agosto de 2013

Bomberman '93 e '94


Bomberman ’93:

Não ficarei de delongas, destrinchei melhor o esquema do jogo naquela resenha do primeiro “Bomberman”. Ainda que tenha sido batizado ’93, foi lançado no finalzinho de 92, um ano após a estreia do outro, quem sabe não tenha sido jogada de marketing para o mercado americano que teve sua versão Turbografx 16 no ano seguinte? 

Continuamos a ter o Black Bomberman antagonizando a trama, agora ele rouba chips de energia úteis no fornecimento da base do herói, esse que não hesita em persegui-lo de foguete. Como era pra ser, sua nêmese espalha cada chip em seis planetas, cada um recebendo 8 atos, e ainda temos a fortaleza moderninha de Black Bomberman ao derrotar os seis chefes. Antes de começar a partida, rola descrições sobre o chefe do planeta e também uma ilustração quando ele é derrotado, regenerado e recebendo suporte do Bomber num visual piegas. 

De avanço, deixando de lado as boas animações (sempre contendo fortes contornos pretos comuns nos cartuns), ganhamos maior interação das fases com o personagem, no anterior elas quase não eram expressivas, mais itens de suporte, fluidez,  agora também temos ênfase no multiplayer, CINCO jogadores podendo interagir nos contras! Olha que até mantiveram isso na reedição do Virtual Console, é sabido da rara edição Special, restrita ao pvp contendo mais arenas. Também destaco as melodias, mesclam temas árabes com chineses, posteriormente usadas na franquia. Eu não hesito em alegar que este foi fundamental para a realização dos 5 jogos no Super Famicom e talvez a obra prima do PC Engine.

Bomberman ’94:



Este aqui vai nas águas do outro, acabou vendido no mercado japonês na véspera de 94, a duração single player é quase igual ao outro. De drama, agora não é mais o Black Bomberman cometendo barbaridades, mas um cientista maluco fazendo-se valer pelo uso de máquinas assassinas, ele divide o planeta natal do mocinho feito uma pizza e suas fatias contém santuários faltando discos de pedra, que assim como o planeta foram dispersadas, você deve coletá-las da máquina-cofre destruindo-a conforme for detonando suas chaves espalhadas na arena, nem precisa mais eliminar todos os bichos, juntando os pedaços achados nas rodadas, todos eles unidos liberam o chefe. 

É visível a leve modernizada visual, elevada na interação das arenas, cores vivas, contornos menos fortes, composições tão famosas na trajetória da série quanto o antecessor ’93 e não posso deixar de adicionar a inclusão dos famosos coelhos gigantes possuindo qualidades individuais. “Bomberman ’94” ganhou duas versões especiais, todas na mídia CD, uma delas trocaram os bonecos pondo uns humanoides esquisitões. 

O Mega Drive chegou a ter este game sob a alcunha de “Mega Bomberman”, lançada essa sim em 94. Pro azar, fica evidente a inferioridade pelas limitações da máquina, os gráficos, músicas, pra não dizer um jogador a menos no multiplayer. Anos mais tarde, a Hudson desenvolve o “Saturn Bomberman” repetindo a mesma receita, na minha opinião, mais fraco que este.
Tá aí cambada, terminei a aclamada trilogia Turbo Grafx/PC Engine do Bomberman (“Panic Bomber” não conta), jogos sempre no topo das listas sobre o sistema da NEC, confiram, ótimo complemento pras sequências do Super.

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