sábado, 10 de agosto de 2013

Rock 'N Roll Racing




É difícil imaginar “Rock ‘n’ Roll Racing” relançado pela Blizzard outrora Silicon & Synapse, tamanho o cagaço e descaso com “Diablo III”, um simples point n’ click. Seria bem monetizado nas DLCs se fosse vendido packs musicais, carros, cores pros carros, adesivos combinando com as cores recém compradas, pistas, e o que fosse rentável, há gente pra bancar tudo isso. Só que sua meta agora é esvaziar as carteiras de toda a geração Y usando seus jogos online. 

Em suma, o jogo vem daquela febre de corridas malucas tipo “F-Zero”, “Super Mario Kart”, “Crash Team Racing” entre outros, no qual você pilota veículos parecidos com carrinhos de controle remoto por pistas de autorama na temática rock n’ roll, havendo personagens troçando ícones pop. Lembra muito “Micromachines” se não fosse a visão isométrica e alegassem sobre a gênese vir de outro das antigas da Blizzard: o chinfrim “RPM Racing” de SNES. Vê se botam esse jogo e o “Battle Chess” de Commodore 64 na linha do tempo daquele site oficial dela, que parece um sepulcro?


Saindo das corridas convencionais, a ambientação acontece nas efervescentes competições interplanetárias de carros monstros. Logo de cara é preciso escolher entre as dificuldades: Rookie (fácil), Veteran (normal) e Warrior (difícil) - a Warrior possui o verdadeiro final. Há o modo história contendo os campeonatos e o versus, possível jogar tanto no multiplayer ou então desafiando vilões de cada planeta, exceto o do último. 

Existem seis planetas acontecendo campeonatos e sete corredores disponíveis. Um deles secreto, cada corredor representa seu planeta com o seu motivo estapafúrdio justificando vencer as disputas mortais. Os pilotos têm dois atributos melhores dentro dos quatro tipos de habilidades: aceleração, velocidade, curva e salto, nada novo... O mais roubado é o personagem secreto Olaf de “The Lost Vikings”, possuindo vantagem extra. Disponível ao executar comandos na tela de seleção ou também por password.  

Antes de começar a correr, você deve comprar um dos 2 carros disponíveis. O terceiro é caro demais pro seu capital inicial e ainda pode mudar a cor do seu carango. Há uma outra loja vendendo melhorias responsáveis por aumentar a quantidade de armas recarregadas a cada volta; reforço na blindagem boa pra vitalidade e que ajuda na batida de outros concorrentes; motores envenenados e maior quantidade de saltos. Senão quiser turbinar um carro, pode comprar outro modelo, sempre tem um novo pelos planetas. 

Lembre-se que tudo só está disponível se conseguir grana apanhando os dinheiros na pista e ficando nas melhores colocações. Quando o carro é equipado e você quiser substituí-lo, todos os componentes adquiridos serão zerados e nem vale a pena reforçar ao máximo todas as peças, assim sobra dinheiro pros outros carros, nem sempre é preciso usar todos os recursos comprados.

O esquema das corridas é bastante simples: Chegue num dos três primeiros lugares e consiga pontos mínimos para prosseguir até os outros planetas cada vez mais desafiadores. Em cada campeonato, seu carro sempre iniciará na série B até conseguir pontos necessários pra A. Já classificado na A, caso tenha pontos mínimos, é possível fazer a viagem espacial. Todo planeta tem um competidor único e outros genéricos sempre reaparecendo. As corridas têm no total quatro voltas. 

Além de correr, é possível espalhar minas, atirar e pular. Enquanto os tiros servem apenas em quem está adiante, as minas dão conta do pessoal no encalço, só precisa evitar de entupir a pista e o feitiço se voltar contra o feiticeiro. Os pulos limitados prestam pra atalhos, pulam armadilhas e pega impulso nas rampas. Ficar correndo não é tudo, ache dinheiro e itens de recuperação também. 

O veículo corre risco de terminar destruído, e isso o atrasa até ele voltar à competição. Vai depender se a sua máquina receber pancadas de outros carros, minas terrestres espalhadas no percurso, poças de óleo, gelo e lava que rodopiam ele, ou tiram dano simplesmente e se o pulo for descuidado cai fora da pista. Fechando com chave de ouro, tem os tiros rivais.  


As trilha sonora é composta por hinos do rock como “Born to Be Wild”, “Bad to the Bone”, “Highway Star”, “Paranoid” e até a “Peter Gunn” tocada nos “Irmãos Cara de Pau”. Uma pena eles serem poucas e se repetirem em excesso ao longo de dezenas de corridas. Esqueci de falar que tudo é narrado pelo saudoso comentarista de carros monstro que eu mal conheço na vida... Mas o pessoal que viaja sabe: Larry Huffman
Sobre as diferenças entre versões: 

A do Mega Drive veio um ano depois, usando gráficos capengas, musica piorada apesar de conter uma a mais de chamariz. A do Super Nintendo sai ganhando, principalmente na parte sonora, é possível ouvir a freada dos carros, as musicas estão mais reconhecíveis, Larry Huffman audível... É foda escutar “Born to Be Wild” e “Highway Star” numa qualidade bosta! E foi essa a portada anos depois pro GBA, razoável diria. 

O jogo tem lá suas falhas: Uma delas é ser bombardeado assim que começa a competição. Outras ficam nos designs amalucados das pistas, as diagonais sempre nesses jogos isométricos ficam zoadas, também o carro pode parar em outras partes da pista sem ter feito muito pra isso. O sistema de classe B se torna cansativo pelas poucas pistas e as 6 musicas existentes se contarmos também com a “Radar Love” no Mega Drive.

Nota: Boa parte das pesquisas, veio do Rock N’ Roll Racing.Org, o site que tem todo o dossiê do jogo e gente ali organizando torneios. Pra não dizer que Larry Huffman chegou a gravar um áudio agradecendo ao pessoal do Brasil que curtia suas narrações.

*transcrito de uma antiga vídeo-análise.

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