sábado, 10 de agosto de 2013

Rushing Beat a.k.a. Rival Turf!



**Artigo feito em total estado de embriaguez, não amolem o meu santo saco!

Taí um dos fracassos da Jaleco no Super. Mas também o que tu quer que aconteça nessa máquina "prafamília" que permitia diversas chupinhações pioradas no seu acervo? Essa empresa degenerada vivia na sombra de outras desenvolvedoras e relançava do seu jeito várias tranqueiras pra sistemas domésticos.

“Rushing Beat” rendeu outras duas continuações menos capengas, verdade seja dita, renomeadas para títulos estúpidos tipo “Brawl Brothers” ou “The Peacekeepers”. Te pergunto o motivo de mudarem os nomes dos jogos e dos personagens já estando em inglês, ô meu caralho! Não faz o menor sentido! O japa se chamava Norton (antivírus) e aí fica chamado de Flak? Mermão, isso é papo de numerólogo.

Ok, “Rival Turf”. Na versão japaronga, tem umas cenas do herói nipoamericano Norton/Flak, perambulando na costa oeste, e na saidinha de banco é emboscando de revolver por um neonazista simpático (Douglas), pra não dizer com pinta de baitola, que conta uns casos babilônicos, sobre um cirurgião plástico maligno fugir pro Suriname e que ele quer vingar alguém. Daí o Norton relembra da namorada segurando um vídeo pornô e resolve ajudá-lo andando a pé em direção da Califórnia e depois pegando um helicóptero até a América latina.

Aqui você tem apenas dois lambaris selecionáveis sem muitos contrastes. A fórmula é basicona, de apertar botão de pulo, porrada e especial mequetrefe.  São seis fases, as três primeiras no sul da América do Norte e depois, não me perguntem o porquê, eles se lembram de poder pilotar um Apache e param no norte da América do sul, ali perto do Suriname, numa de tentar apagar o putão que controla todos esses marginais de quinta. Pode socar, mandar voadoras pesadas feito saco de cimento, onde seus oponentes conseguem desviar simplesmente andando pra trás e os não muito melhores arremessos de judô. 


Os bonecos se prevalecem também de dois especiais. O primeiro é apertando "A", aí tu manda rasteira limitada pela quantidade de vagabundos derrotados que preenchem essa barra, pra variar, o especial não te salva nos momentos de aperto como nos demais beat ‘n’ ups porque é feito nas coxas. Se você toma uma sova de dar pena, ficará invencível piscando feito preservativo florescente e nessa é possível executar todo tipo de ataque. De tanta roubalheira que é o jogo, se torna um hábito virar masoquista pra ficar invencível e derrotar os inimigos mais casca grossas.  Ainda sim, o melhor golpe, O MELHOR golpe é a voadora lenta. Os seus golpes sempre o deixarão na mão, nem importa se todos os jagunços estiverem apanhando, um deles do nada vai revidar e tirar 2/3 da energia.

As armas do jogo são bastante iguais e raras pelas fases, é a faca/tijolo, jogada tipo projétil, chave de rosca/taco de uso ilimitado na área em que estiver e biriba/granada fácil pra qualquer malandro que enfrenta escapar tranquilamente e pra ficar engraçado eles puseram um rato no chão que nessa de tentar pegá-lo ele sai correndo. Os itens são bastante minguados. A coca recupera uma titica de sangue, o frango assado volta boa parte dele e a comida japonesa cura tudo. Os cenários "homenageiam" o “Streets of Rage 2”: estádio, selva, laboratório-na-putaqueopariu e até um porto bem zuado.

Os inimigos parecem ex-alunos expulsos dos Grace vestidos em quimonos com proteção de motoqueiro.  Temos os mais buchas só na base do soco, sua contraparte de capacete, que não usa moto tipo no Street of Rage II por preguiça da Jaleco. Aí vem os skinheads de camuflado rosa bons no chute aleatório e ainda ficam lançando bombas, bem imitação dos El Gados de Final Fight. Há caratecas especialistas nas voadoras no peito feitas no rompante e tirando boa parte da vida. Pro ataque pesado caímos na porrada com lutadores da dinastia Ming no chutão rodopiante e uns armários (Arnold Schwarzenegger) que mandam suplex do nada e te fazem perder uma barra. Encerrando o freak show temos gordos de proteção fáceis de mandar agarrão, mas se cismam de pular em você, já vai pra UTI.

Os chefes são grotescos: Um bucha vestido de árabe fazendo flexão na entrada do Maracanã e ainda usa uma espada horrível de acertar qualquer um se roubar dele. Na fase da garagem, tem um negão chamado “Branquelo”, todo na vibe de ficar carregando uma Boom Box pra não perder a pose, enquanto fica com uma buzina chamando o carro para passar por cima e que traz outros vagabundos, o seu golpe mortal é um pulo tipo sapo.

Há um Vega sem garras que usa o parapeito do prédio pra mandar aqueles saltos gays de ginasta olímpico. Um milico bronco pançudo na selva só no pontapé e agarrão. Tem um executivo de máscara mexicana, girando feito bailarina. Pra te arrasar, na última fase tem aquela parada de enfrentar 3 dos mestres anteriores até encarar o último. Um faixa preta do terceiro Dan que arrota hadoukens e pula toda hora só pra mandar umas mãozadas cheias de energia fisioterápica. Aí esse palhaço depois de inúmeras barras de vida perdidas perde. 


Por algum motivo do destino, joguei uma versão bugada, que me permitiu infinitas barras de life e não me fez querer achar uma versão normal, porque o sono bateu. Rola umas ceninhas finais. O chefão parece que era pai da moça que aparece com um VHS pornô na intro japonesa tirada pela divisão estadunidense porque tavam com preguiça de traduzir. Ah, a música, putzgriwla! É brega, uma mais embasbacante como diriam esses bloggers de "retrogaming". Duram só 10 segundos antes de repetir sem parar. No menu tu regula as vidas, créditos, o pisca pisca, botões, “vê as músicas”. Incluíram a opção de duelar até a morte entre os jogadores, naquela musica enjoada do chefe.  

Tosqueira total, não perca seu tempo com beat n’ ups domésticos, acredito que apenas a trilogia  Streets of Rage se consagrou nessa categoria, pois o resto é doer a alma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário