sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Totsugeki Kikan (Karakuri) Megadasu!!




O 3DO sempre fedeu! Sofreu as consequências de ter quase tudo disponível nos sistemas rivais. As exclusividades pouco justificavam a facada no seu preço megalomaníaco. Mesmo a putaria prometida nos full motion vídeos eram fracas perante as safadezas de um PC-98 ou Saturn. Resultado: Limbo. 

De um terreno poluído nasce o legado da desenvolvedora Warp. Company chefiada por Kenji Eno. Assim como Suda51 agora supracitado o "Tarantino dos games", Eno integra o hall dos programadores chapadões da quadragésima arte, famosinho por aqui com seu D, Enemy Zero e Real Sound: Kaze no Regret (jogo para cegos de lá). Isso não chega nem perto dos seus primeiros puzzles psicóticos.



Quem acha bizarro a franquia Wario Ware ou Rythm Tengoku, certamente não faz ideia das possíveis origens. Totsugeki Kikan pende a mesma carga insana ou mais das programações televisivas japonesas. A droga que o Kenji Eno ingeriu deu certo, havendo grandes chances dos seus funcionários terem morrido de overdose por usá-la para acompanhar seu capitão.

A apresentação do jogo já nos lança na partida. Seu controle interage a televisão, zapeando telas poluídas visualmente de minigames ou trailers dos outros títulos Warp. Umas não executam nada, capazes de serem desbloqueadas conforme progride nos joguinhos. 



No disponível há uma espécie de puzzle misturando Bejeweled com jogo da memória enquanto um carinha amarrado a um zepelim vai de encontro ao jacaré no lago. As peças de estampa florida somem quando se forma no mínimo uma trinca. Para mexer nas suas formações ou fazer com que novos blocos caiam,  precisa criar pares com os animais nos versos dessas peças. No processo achará um item chamado lucky, ele some com boa parte delas. De acordo com a quantidade de peças eliminadas, você sobe de nível e caso persista, segue para um nível mais sórdido.



Os outros dois menos psicóticos, seriam o de estapear um fidalgo japonês apertando repetidas vezes o botão para aumentar um valor e o seu múltiplo randômico. Selecionado, será formado o número danoso ao do HP do infeliz. Resumindo a ópera,  é uma versão mais caprichada do "velho tarado". 


Por último o mais tosqueira fornecido na coleção maníaca. Testamos aqui na redação,  e não temos palavras... Exige a escolha de um “robô” (mesmo eles parecendo brinquedos de pet shop) deve então, eliminar seu oponente numa arena em que a tela é cortada ao meio mostrando a sua visão e a do concorrente. O controle é decepcionante somado as psicoses das regras além do seu visual intimidador, perdi diversas vezes em questão de segundos.


Acho milagre conseguir o jogo por qualquer meio, caso consiga, não ficará decepcionado. Consola pela maluquice, nos mostrando também o lado lisérgico do 3DO. Não aconselho ninguém a jogar estando noiado.

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