sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Splatterhouse: Wanpaku Graffiti




Uma receita comum na hora de portar franquias muito exigentes em hardwares simplórios seria infantilizar os jogos deixando os personagens cartunescos, evitando as comparações ruins com outras adaptações mais decentes, pior é que essa estratégia de guerrilha rendeu boas coisas, no NES houve um último suspiro em meados dos anos 90 como Mighty Final Fight Dracula-kun apresentando essas características, incluindo o jogo desta análise.


Bom, não fique esperando um beat n’ up contendo elementos grotescos e clima mórbido, este Splatterhouse justifica-se como um simples joguinho de plataforma, muito do descontraído, porque achar difícil este título é atestar noobice. Aqui o deboche ao terror na cultura pop pra não dizer ao próprio Splatterhouse casou muito bem na questão de criar interesse em jogá-lo, piadinhas safadas que só os japas fariam na época, principalmente porque não tomariam processo, afinal nem chegou a sair no ocidente, caso acontecesse, cortes seriam tomados, não duvide disso. E que paródias são essas? Ao clip Thriller de Michael Jackson, aos ícones do terror\horror A Mosca, Alien: O Oitavo Passageiro, Poltergeist, Tubarão, Jason etc..



A mecânica não apresenta mistérios: Rick pula e ataca à machadas os monstros, seu controle é preciso e muito rápido nas respostas, quiçá um dos problemas a serem superados rapidamente, o segundo está no curtíssimo alcance do ataque, tem que praticamente encostar no inimigo para tirar dano e logo depois recuar, pois não demora aquele efeito de imunidade no monstro e nem em Rick. Nos cenários achará escopetas, caixas e latas de lixo para destruir ou pisar contendo hambúrgueres e balas. 


A matança de criaturas (incluindo troncos cortados) proporciona experiência que aumenta seu HP a cada nível alcançado. Percebi certas engenhosidades no jogo, nele você deparará com muitos inimigos flutuantes, geralmente situados em salas em que deve suportar uma leva de ataques deles, não há muitos monstrengos grandões, possível artimanha para deixar o jogo rápido e esticando um pouco  mais a duração. 

Eis uns segredos sutis para gerar o tal do replay: Entrando na cabine aberta no cenário da Mosca, o boneco é teleportado para o Japão havendo aqueles guardachuvas de olho esbugalhado, no topo do castelo, Rick toma chá enquanto vê uma gueixa dançando e que te entrega um cristal mágico para sair daquela dimensão. 

A segunda zona alternativa, ocorre quando cai num rombo do piso pela segunda vez e ao invés de matar o satanista, você entra apenas na porta velha indo parar no Egito antigo, agora quem o aguarda no final é a Cleopatra. O truque final segundo dizem os profetas, seria deixar o botão A & B pressionados, apertando depois Baixo usando o controle número 2, cai num test mode, sendo disponível a visualização dos personagens se mexendo, apertando 33 vezes o número 25 a tal da gueixa acaba perdendo o quimono até ficar constrangida por estar seminua, afinal isso é o NES não o PC-98 para ela estar completamente nua  =/



Tem 4 vidas, e acho bizarro não vencer usando apenas uma ou então apelar pros passwords. Querendo um joguinho de plataforma que resistiu bem ao seu tempo e no NES? Joga esse então.

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