sábado, 19 de outubro de 2013

Dark Wizard



Finalmente chegou o dia em que finalmente tomaria vergonha na cara e falaria sobre Dark Wizard, o RPG de estratégia boladão feito para o Sega/Mega CD em 1993, mostrando que aquele trambolho que se encaixava no Mega Drive também tinha jogos decentes.


Antes de iniciar o jogo, há toda uma introdução contando sobre a história do continente e como um aprendiz de feiticeiro chamado Velonese começou a mexer com macumba da pesada, sendo então exilado pelo seu mestre para cuidar de uma ilha e proteger o selo do deus do mal chamado Arliman, com direito até a animação do macumbeiro realizando um ritual satânico e perdendo quatro costelas para criar os seus monstros generais, já que ficou com saco cheio de ser porteiro e quer causar balbúrdia (sério, quem em sã consciência despacharia um necromante maluco para cuidar da cadeia do cramulhão?).


Sendo assim, o jogador tem direito a escolher um dos quatro personagens disponíveis, cada um seguindo uma história diferente e que não permite envolvimento entre eles. Há o principe moralista Armer IX que quer vingar a morte da esposa, a guerreira do reino Robin, o vampiro trambiqueiro que se disfarça como pai do Armer chamado Amon e a feiticeira revoltada e maligna que foi manipulada pelo vilão chamada Krystal. Cada um deles tem habilidades e tropas diferentes, além de encontrarem dois personagens de história, sendo diferentes dependendo de qual protagonista escolher, que os acompanharão durante o jogo.


O jogador se movimenta por um grande mapa do continente, liberando os territórios conquistados pelos pau-mandados do macumbeiro, sendo que os territórios são gigantescos e representados por espaços hexagonais pelos quais as tropas se movimentam. É possível recrutar unidades novas para seu exército nos castelos, além de ter a capacidade de invocar criaturas para auxiliar no crescimento numérico de sua campanha. Todas as unidades ficam fortes ao pular de nível, além de que cada um possui um alinhamento "moral" que influencia nas mudanças de classe, algo similar ao que Ogre Battle faz (que coincidentemente foi lançado no mesmo ano que Dark Wizard).


Há uma quantidade muito grande de terrenos que influenciam nas lutas, sem falar que também adota o sistema de dia e noite nos mapas. As animações de batalha são similares a de Fire Emblem, só que o detalhe dos personagens é muito melhor do que os jogos da série que haviam na época. O único revés é que as animações são bem lentas e não há plano de fundo, o que tornaria mais palatável para ver os arranca-rabos.


A trilha é limitada, porém excelente e muito bem feita, não perde nada no áudio do Sega CD, só que ela se torna muito repetitiva com os loopings. Os gráficos também são muito bons, ainda mais nas cutscenes em que tem dublagem decente e boa animação dos personagens.



Esse jogo é a nata do sistema, apesar da má fama de que a maioria de seus jogos serem tosqueiras. Podem confiar que a Cucamonga apóia.

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