terça-feira, 29 de outubro de 2013

Konami's Wai Wai World



Konami's Wai Wai World é um jogo obscuro adulado por quem se diz "retro gamera", após emergir publicamente naquela jogatina incessante do Arino(-san) do programa Game Center CX. Assim, hordas de bazingueiros afirmam tê-lo jogado nas suas infâncias, na mesma tônica que afirmam terem fechado Art of Fighting 2 aos 4 anos de idade. 

Sua estrutura consiste em começar com a dupla Konami Man (presente nuns joguinhos anteriores) e a replicante Konami Girl, feita sob encomenda pro título, ambos no começo e dependentes apenas de seus catiripapos que necessitam explorar seis áreas nas temáticas de outras franquias da Konami coletando melhorias, munição, chaves e por fim libertando todos os personagens engaiolados para unirem ao time, partindo pro duelo final. Setas guiam os personagens, B e A significam atacar e pular, Cima+A mudam instantaneamente o representante e Baixo+A habilitam as armas somente quando as encontra à deriva nos recantos das seis fases.  

As estrelas do jogo variam dos mais populares Goemon e Simon Belmont a outros bem undergrounds como Getsu Fuuma do jogo de ação na macumba oriental Getsu Fuuma Den e o Moai-kun do jogo Gradius. Tá, Gradius é popular pra caralho, mas o Moai muitos não sacam de primeira. E pra fechar tem o Mikey dos Goonies e King Kong de King Kong Lives,  aparentemente licenciados para a Konami fabricar seus videogames e que não se compete a seguir nada de nada das duas películas. Tentando repaginar seu passado safado quando lançou Wai Wai para celulares, retira os dois heróis trocando-os pelo bebê do Bio Miracle Upa (outro de plataforma esquecido) e o Pentarou, o pinguim de Antartic Adventure, talvez por isso nunca tivemos sua conversão para o ocidente.



Os 8 heróis não se diferenciam tanto na jogabilidade, é mais questão de tamanho, força física e poder dos projeteis. Te digo um lance, eita chatice na hora de tentar acertar os inimigos, as vezes você os paralisa aplicando o golpe, mas eles encostam no boneco e vão drenando tua energia toda matando-os num curto período de tempo, a culpa em parte vai pela velocidade exagerada deles e seus carinhas serem todos lentos.



Pode até ser algo acima da média no NES entretendo bem, mas a verdade é que puxa muito a mecânica dos demais Castlevanias e costurando coisas de outros jogos, uma tática barata pro bolso e que passa a perna nos fanboys com todas as referencias de seu catálogo ali, prova disso seriam as escadarias irritantes de se desvencilhar de todo mal agouro nas telas e reaproveitamento dos personagens principais tocando as musicas temas de seus jogos pertencentes.



Tentei usar a rom traduzida (tenho a nota fiscal da fita importada na Super Potato, me prendam se puderem, agentes da lei!), infelizmente é raro elas funcionarem sem bugarem  ou travarem a partida, aí tive que usar a original mesmo, e ela carrega uns detalhes que podem te causar inquietações, explicarei logo o sistema porque facilitará a sua vida, os jogos japoneses são assim, mesmo quando é para deixar tudo facilitado eles complicam, vai entender...



São 3 portas, a terceira seria a fase final, a primeira é o laboratório do Dr. Cinnamon, cientista do Twinbee e fabricante da Konami Girl, que serve para curá-lo dos danos sofridos nos estágios, informam sobre as habilidades dos personagens e aqui vão dois segredos, nos dois últimos nomes da lista: você pode ressuscitar seus personagens mortos pagando 100 pontos de munição pro irmão papa defunto e pirado desse cientista e o último, acho eu, gera os passwords, afff tá tudo em japonês, como irei confirmar? 



Na porta 2, você escolhe um estágio pertinente a um jogo da Konami, uns não possíveis de avançar no começo, precisando coletar itens antes e ter mais aliados. Algumas fases não te dão a mínima pista de qual jogo se originaram, como a do Moai-kun. Na 3 é a missão final estilo navinha, podendo escolher a Vic Viper ou o robô do Twinbee, aterrissando na zona do chefão. 


A dificuldade é alta, vai perder boa parte do seu time e gastará tempo só pra coletar as balas para revivê-los, tem aquelas sutilezas de saber onde ressuscita, mas enfatiza exploração, alternância automática entre os 8 personagens, bons gráficos, puxa saquice da Konami com o fim de estupefar o pessoal para comprar todas as tralhas dela, principalmente o jogo maluco do King Kong, e assim vai. Entre tantos de plataforma brochantes no NES, tá acima da média.

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