sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Metal Max Returns



Óia só! Quem diria que um joguito japonês de 1991 de RPG (!) e ainda no NES (!!!) poderia ter conceitos não-lineares e ser praticamente um pioneiro do estilo sandbox. Para a pirralhada baderneira crescida a leitinho com biscoitos, nerds punheteiros e os fanfarrões que dizem sobre GTA V ser um dos momentos mais altos dos jogos (caso não falarem que é O momento), esse jogo aqui daria um bicanca no saco da Rockstar e mostraria o que é ser um jogo aberto e dentro do tema.

Essa pérola do NES recebeu um talento e foi relançado no Super Nintendo sobre o nome de Metal Max Returns em 1995, se diferenciando apenas por algumas correções, melhorias gráficas e sonoras. Apesar da produtora do remake ter sido outra além de uma tal Crea-Tech, o distribuidor continuou sendo a Data East (empresa de Joe & Mac).


Pelo nome e pela capa, dá para perceber logo de cara que temos aí uma referência pesadona à Mad Max, ainda mais quando começa a jogar e percebe que a história se passa em um mundo pós-apocalíptico cheio de criminosos porra-loucas e monstros-máquinas bizarros, além de seu personagem praticamente ser um fedelho que deseja ser o pik das galáxias de todos os caçadores de recompensas. Como é um RPG, os nipônicos não poderiam deixar de socar monstros na história e caçadores de monstros na parada.


A história do jogo todo é curta e não-linear, livre do blábláblá dos demais jogos do tipo, além de não querer ser profundo e enrolador como muitas das bugigangas que desovam ultimamente. A riqueza disso tudo está em explorar o mapa, visitar cidades, matar as várias cabeças à prêmio e recolher a recompensa, matar o "monstro da semana" e ganhar por isso, caçar por itens escondidos com detector de metal, encontrar e jogar os mini-games marotos (um deles é de atirar em tanques e helicópteros, recebendo grana por isso), escutar as músicas do jogo nas várias jukeboxes espalhadas pelos bares, entre outros esquemas.


Embora a mecânica básica do jogo esteja presa ao estilo Dragon Quest, realizando comandos ao ativar sempre o menu, o que torna o jogo interessante é a possibilidade dos personagens entrarem em tanques e enfrentarem os inimigos dentro deles. É possível tanto lutar na raça quanto apelar para a ignorância e mandar os inimigos pelos ares. Os locais de Metal Max tentam manter um equilíbrio entre os lugares em que se pode andar com o tanque e aqueles que apenas o jogador pode atravessar a pé, geralmente ao utilizar obstáculos como rochas no caminho, forçando o jogador a sair da máquina. E como os bonecos, dá para equipar os tanques, porém com armas e placas de proteção que precisam de manutenção sempre que puder, já que a munição é finita e se torna mais uma ferramenta que corta o comodismo dos preguiçosos que praticamente só usariam o tanque para fechar o jogo.


Os gráficos e os cenários do jogo são bem bonitos, sem falar que a música está bem no tema do jogo. O tamanho do mapa é razoável, respeitando o que se pode oferecer de história e ações opcionais, sem intenções de agradar ao público com zilhares de passatempos inúteis e fora do tema somadas com extensões quase sem fim e totalmente inúteis de terra inóspita, querendo parecer real e cheio de atividades.


Sendo assim, vejam se criam vergonha na cara e sejam como verdadeiros cucamongos ao arranjar esse jogo e começarem a explorá-lo, só assim para finalmente perceberem como as pessoas ignoram as pérolas, principalmente as antigas, para darem atenção e respeito a montes de merda sem pensar duas vezes.

Um comentário:

  1. RPG com este tipo de proposta mais direta eu até vou tentar uma jogada, pode ser um jogo de entreda pra quem tem receio com RPG´s tradicionais.

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