terça-feira, 22 de outubro de 2013

Radical Dreamers: Nusumenai Hōseki



Não tem muito o que falar desse jogo, o que na verdade nem é mesmo um jogo, é mais uma visual novel. Para quem não sabe o que é isso, imagina aquelas livrinhos de drama chinfrins que vendiam nas bancas no tempo em que todo brasileiro era milionário em cruzeiros, só que passando na sua tevê, isso é visual novel.

Esse bagulho foi feito para o Satellaview/BS-X, aquele trambolhão em que se encaixava no SNES (nesse caso, o Super Famicon) que fazia papel de um modem via satélite, podendo ouvir rádio, baixar jogos, ver notícias sobre as jogatinas mais atuais da época, entre outras coisas. Pode-se dizer que seria o precursor do sistema que os consoles atuais utilizam hoje em dia.

Radical Dreamers: Nusumenai Hōseki (sendo a tradução do subtítulo algo como "A Jóia Irroubável) foi criado quando o diretor de Chrono Trigger pensou em um gaiden para complementar a história do famoso RPG (e talvez para promover o periférico também). O enredo não é nada mais que um protótipo de Chrono Cross, o próprio diretor ficou insatisfeito com o resultado "corrido" dessa novelinha e teve a chance de desenvolvê-la como uma sequência e lançá-la três anos depois.

Para quem já jogou Chrono Cross, vai entender bem. A história se foca em Serge, Kid e Gil/Magil invadindo e explorando a Mansão Viper atrás da Chama Congelada, além de irem enfrentar Lynx. Há vários finais, sendo boa parte deles apenas cômicos e aleatórios. O jogo em si é baseado apenas em textos e imagens estáticas, com a possibilidade de fazer escolhas sobre como vai avançar na história, o que também se aplica a momentos em que ocorrem batalhas, escolhendo opções básicas como "atacar", "magia" ou "correr". Parece que há também uma contagem de energia para o Serge, que diminui dependendo das decisões de combate e que podem ser recuperadas através de alguns eventos ou ao encontrar poções durante a narrativa, além de uma contagem de afeição de Kid por Serge também dependendo de escolhas.



Apesar de todas as imagens serem estáticas e de ambientes escuros, elas são coloridas e bem feitas. A maior parte da trilha é de música ambiente, com algumas cenas, principalmente as de batalha, utilizando peças mais elaboradas, algumas delas sendo reutilizadas no Chrono Cross (a música de combate, por exemplo).



Bem, era tudo isso que tinha que falar. Para quem tem saco de jogar visual novel, taí uma escolha interessante.

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