sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Rose Rascals: Gourmet Squadron a.k.a. Gurume Sentai Barayarō



Esse troço virado no siri é um joguinho criado com a ideia "excelente" (com bastante ênfase nas aspas) de misturar elementos de super sentai, Hokuto no Ken, ficção científica, tendências "suspeitas" tipo Cho Aniki e comida. Acredito que seja o pai do gibizoca de Larika Toriko.


Feito em 95, a reta final do SNES, o enredo desse jogo foi pensado na mais pura e simples vontade de chutar o balde com uma cidade futurista maluca pós-Terceira Guerra Mundial bitolada em comida que está sofrendo com os ataques de uma gangue criminosa, sendo que os líderes da tal cidade criam três cibórgues degustadores (um alemão gigante, uma mina parecida com a Chun-li coxuda do SF III e um cabeludo pique ninja) para enfrentar essa tropa bizonha. Se for até o final, pode perceber que é praticamente um Captain Commando nas drogas, até a última luta lembra o confronto com o Scumocide. Além disso, será comum ver inimigos como cabeças moais que espirram fogo, coelhinhas da Playboy cibórgues, punks robóticos e por aí vai. Até alguns chefes chegam a ser estranhos (na falta de palavras variadas), tem até um deles que lembra aquele Will Zeppeli de JoJo.


Sua essência é a de um beat 'em up bem no pique de Final Fight, só que mais curto e com a possibilidade de fazer poses com os personagens ao segurar o botão A e ir mexendo no direcional. Sim, eles fazem poses, igualzinho as séries japonesas com os heróis brocoiós se achando na frente dos inimigos com fantasias de monstro de Halloween bem das mequetrefes.


Depois que se completa uma fase, o(s) personagem(ns) aparecem vestidos em trajes de gala em uma sala "bem coisa fina", com um cozinheiro verde exagerado nos anabolizantes que utiliza os ingredientes recolhidos na tela e escolhidos pelos jogadores para transformá-los em pratos. Diferente dos demais jogos do tipo, os itens de comida não recuperam a energia naquele momento em que são pegos, e sim quando há essa "hora da janta". Dependendo das misturas e dos ingredientes, pode tanto recuperar a energia quanto tirar.


O jogo só se baseia nisso, os gráficos são excelentes, mas a música é um lixo. Soube que dá para destravar alguns inimigos como personagens jogáveis através de um esquema na tela de seleção, mas não cheguei a ver isso a fundo. Não é um jogo bom, já digo de cara, só vale mesmo para ver essas ideias adoidadas que "perfumam" o estilo de pancadaria genérica que é a base dessa jogatina.

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