segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Sonic the Hedgehog Spinball



Jogo bostalhão de pinball do Sonic lançado em 1993 para atrair os fanáticos por fliperama e os moleques remelentos da época, aproveitando a popularidade da época em acumular trocentos pontos na máquina da vizinhança e falar que era o mago das bolas.


É um dos poucos experimentalismos da Sega fora da temática dos jogos clássicos e jogos de corrida que o Sonic poderia se encaixar, já que sua habilidade de virar uma bola e quicar por aí é mais do que bem vinda para uma mecânica de pinball. O problema é que, como sempre, a Quenga sempre joga suas boas ideias na privada.


O saudoso Eggnik monta seu forte tecnológico em um vulcão com a ajuda das "Esmeraldas" do Caos (que dessa vez são mais de sete e todas azuis), e coube ao Sonic invadir o tal forte e detoná-lo por dentro roubando as jóias, precisando passar por quatro fases estruturadas como um pinball gigante.


É simples, Sonic só precisa resolver os puzzles dentro das telas se catapultando com as pás de pinball, acertando alavancas, destruíndo robôs, coletando as 3-5 esmeraldas de cada tela e indo enfrentar o chefão na sala final. Se torna extremamente maçante ficar rodando a tela inteira fazendo tudo isso e ainda coletando os anéis da fase para ter direito a tela bônus, essa que é uma máquina de pinball em si onde o Sonic vai operando e realizando o objetivo específico do bônus daquela fase (são quatro no total). Não há final bom ou ruim, o único objetivo é acumular o maior número de pontos possível.



Os controles não são maravilhosos, mas oferecem um padrão esperado de resposta ao jogador. Os gráficos são bons, a temática das telas é bem legal também, principalmente com a caverna tóxica e a caldeira iluminada com neon. As telas só pecam por serem longas demais e limitadas somente a quatro, poderiam ter feito umas seis ou, estourando, oito fases sem enrolar muito nessa questão labiríntica. Os inimigos são escassos e os chefes são ridículos de tão passivos. A trilha é praticamente percussão de peido encobrindo um ritmo pobre, até lembra aquelas horas que sua barriga avisa que os biscoitinhos de barro estão a caminho pro chá da tarde. E a dificuldade a ponto de se arrancar os cabelos se dá pela facilidade de vacilar em algum lançamento ou pegar o caminho errado, podendo voltar pro começo da tela ou se desviar para longe de seu objetivo em dois palitos.

A temática do jogo se deu pela estratégia de agradar o pessoal do Oeste e do Leste, é uma mistura da versão japonesa com os quadrinhos ocidentais de Sonic e os desenhos americanos, com maior ênfase naquele desenheco genérico metido a obscuro do Satam/SatAM/Satã/Satanás, sei lá como chamá-lo, e aquela diarréia visual/mental do Aventuras do Sonic que ficou famoso entre os gringos por causa daquele meme do PINGAS. Não digo isso como um dos fatores do jogo ser ruim, eu é que acho aqueles cartuns bostalhões mesmo, pombas! 

Taí outro jogo pobretão do Sonic, não é a toa que a Sega quase faliu.

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