sexta-feira, 31 de outubro de 2014

King of Demons



Eba! Vamos comemorar essa data pagã estrangeira que é o Dia das Bruxas falando de alguma perversidade aterrorizante nos jogos. Temos aqui esse Majyuuou, significa Manda-Chuva dos Capirotos em bom huezileiro ou King of Demons se você é um enjoadinho desmamado com garapa e gosta de um anglicanismo babaca.


É tipo um Castlevania com Splatterhouse misturado com Contra, você enfrenta vários demônios de mitologias diferentes com uma pitada mais ácida (porém não tanto quanto o joguinho depravado e doentio do Jason com a máscara asteca) enquanto controla um brucutu pique Rambo atirando para tudo quanto é canto. O cara era um pai de família dedicado que, junto da mulher e da filhota, foram mortos pelo seu amigo da onça que por alguma escrotidão decidiu vender sua alma e ainda a da família de margarina só para reviver o Satã.


Logo de começo, quando você mata o bucha do seu amigo encosto, ganha-se uma vida extra representada por uma fada que é a mulher do maluco. Se parte ao encontro com o Tinhoso para se vingar e ver se ainda consegue salvar sua princesinha das garras (ou tentáculos) do monstrão. São sete fases, sendo que cada um tem sua leva de mini-chefes e um chefão no final que, ganhando, solta uma gema de transformação que muda de cor entre vermelho (mutante), verde (cavaleiro) e azul (dragão). Se pegar a mesma transformação três vezes, ganha-se uma versão melhorada dela. Mas se revezar entre elas, acabará recebendo no final uma transformação para virar um anjo caído, podendo assim liberar o final "feliz" do jogo.


Os controles são bem simples, você pode dar um pulo duplo, dar uma voadora nos inimigos quando pular, mudar a posição do seu boneco e carregar o tiro para mandar um concentrado. Os gráficos são muito bons, só a música que peca bastante. O jogo lhe permite duas vidas de começo, sendo que o 1UP dessa bagaça é raro de aparecer, porém o jogo é bem fácil e não acabará morrendo muito se souber jogar bem. Tem alguns papos furados de vez em nunca para demonstrar a angústia do infeliz no decorrer dessa cruzada infernal.


É um jogo decente até, serve para passar o Rálouín em casa no caso de não tiver uma namoradinha para brincar de Bandido da Luz Vermelha ou lhe faltar papel higiênico para se fantasiar de múmia e, sendo o marmanjão que é, se rebaixar a bater nas portas das casas vendo se descola alguma guloseima.

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