sábado, 15 de novembro de 2014

Mad Stalker: Full Metal Forth



Outro saído pra uma penca de sistemas (PC Engine, FM-Towns, Play Station), no entanto uma das melhores conversões é esta. A do PC Engine tinha muita cut scene enrolona pra entulhar o cd com algo e a de Play 1 foi remodelada a ponto de sair escrota. Este jogo é um beat n' up contendo golpes estilo Street Fighter num universo cyberpunk chovendo mechas pra todo canto.


Eu não sei o quanto a desenvolvedora se valeu de muitos conceitos do primeiro Genocide, pois você tem uma trama de robôs pacificadores lutando contra algum Kaiser pirado na batatinha achando uma ideia legal bombardear tudo; você tem robozões ninjas contrastando ao lado de soldados e carros pequenos num mundo futurista, sem contar a ênfase em querer passar a história! Misturado a isso devem ter pego fórmulas de programações já manjadas, afinal o título é sobre mechas espancando outras máquinas igual aos jogos de porradaria onde os golpes são de luta, ao menos o resultado não te decepciona que nem os Genocides e descambam pra algo curioso.

As cenas explicando a história podem ser puladas numa boa, sem precisar aguardar horas pra trama terminar ou temer loadings infinitos. Você tem o modo comum que nem Final Fight, e tem o de versus, jogando contra a CPU ou o segundo player, permitindo escolher o robô principal e os chefes disponíveis unicamente nesta modalidade.


No modo normal controla um robô havendo golpes misturados com as habilidades de Ryu com as da Chun-li. Esses golpes especiais são habilitados com simples toques pra frente ou baixo, desse jeito o megazord desfere shoryukens, murro à jato e a meia-lua pra frente + soco resulta num tirambaço de revólver; atenção na hora defender, aperte os dois botões de golpe na hora certa, vai te livrar de muito sufoco! O desafio é alto, não tem moleza, mesmo os comandos estando mais fáceis que SFII, a colher de chá vai embora fácil do terceiro estágio em diante.

Os robôs e a "swat anã" no começo soam ridículos por você derrotá-los fácil emendando combos de luta, mas chega no segundo chefe, putaquipariu! O desgramado te faz perder fácil, é lembrar dos deslizes dos robôs mestres para aplicar os movimentos mais pertinentes. Um dos chefes mais malas é o coelho robô, muito se parece com o Blanka, eu não sei qual é a tara dessa empresa pelo animal, mas há bastante máquinas num visual de coelho... 


Agrada jogar Madstalker pelo capricho da equipe em fazer os cenários, umas cidades muito semelhantes ao filme Blade Runner, prédios à beça, carros passando e sendo destruídos no meio das brigas, pontes pênsil, bairros em chamas. As composições musicais apresentam nitidez e bastante camadas num ritmo eletrônico empolgante sem contribuir pro estresse, aliado a isso temos efeitos sonoros legais, vozes robóticas ao lado das explosões estridentes.


Um achado enterrado nos clássicos japoneses. Madstalker é bem acabado em todos os conceitos pensados pra um jogo, acima de tudo desafiador, mantém o vício de querer batê-lo por um bom tempo, é quase obrigatório passar por ele, se o leitor busca coisas mais planejadas pro sistema do que meras reproduções dos arcades trazidas pra ele na época.

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