domingo, 4 de janeiro de 2015

Mercenary Force



Jogo do capeta feito por três desenvolvedoras "andegraundi" malucas chamadas Meldec, Live Planning e Lenar, com a primeira encabeçando todo o projeto. É um tipo de vertical shooter onde se reunem quatro mercenários nipônicos durante a era feudal para sair metendo chumbo, magia, corte voador, foguinho mágico, rojão, o que for contra um monte de camponeses armados, samurais, ninjas e até mesmo capirotos dos mitos budistas-xintoístas, já que um lorde das trevas (não é o Nobunaga dessa vez) quer dominar toda a Nipônia e o xôgum Tokugawa disse que deveriam se reunir quatro buchas mercenários para enfrentar as forças do mal.


O jogo logo inicia te jogando em uma tela de seleção onde você tem disponível cinco mil ienes e quatro espaços para escolher entre cinco mercenários: o camponês com espingarda, o ninja, o samurai, o monge e a sacerdotiza. Pode repetir o mercenário na formação do grupo ou até mesmo nem precisar utilizar os quatro espaços, contratando até mesmo apenas um soldado da fortuna para enfrentar o chumbo grosso sozinho. Os cinco personagens tem formas distintas de tiro (o primeiro dá um tiro simples com um curto gap, o segundo pode ir lançando shurikens, o terceiro lança dois cortes pararelos, o quarto lança raios em diagonal e a quinta lança duas bolas de fogo verticalmente).



O jogo é composto de 6 fases, todas elas com um chefe no final e precisando sentar o dedo nos vários capangas capirotescos e soldados hereges (ou talvez possuídos). O jogo tem um sistema de formação ao apertar o botão B, mudando a posição do bonecos de acordo com a vontade do jogador em relação ao cenário e a forma que os inimigos vão atacando. Há quatro variações, uma que ficam totalmente juntos estilo 2x2, outra que ficam lado a lado em linha reta, tem a formação diamante e a formação em Y com o líder na ponta, alguém no meio e dois na retaguarda. Com repetição dos cinco personagens de tiros distintos em um grupo de quatro e podendo mudar a formação em quatro formas diferentes, os modos em que se pode atacar os inimigos são bem diversos, simples, porém diversos.



Apesar da formação se manter fixa, ela pode acabar se dispersando um pouco caso algum personagem seu esbarrar ou ficar atrás de alguma casa ou pedra, encostando na parede ou algo assim, mas volta ao normal se voltar a andar com todos em espaço livre. Segurando o botão B, é possível usar o especial do líder do grupo, sendo que quatro deles podem se transformar em capirotos ou deidades do budismo-xintoísmo, só o camponês que não já que é apenas um plebeu "sem pedigree" ,como as sociedades asiáticas costumam taxar, sendo seu especial se auto-explodir levando os inimigos da tela juntos. Porém o jogador perde qualquer um dos cinco que usou o especial e só poderá recolocá-los quando mudar de fase e montar um novo grupo.



Durante as fases, se encontram lojas onde é possível comprar sushi, chá ou remédio para recuperar ou melhorar a energia de seus personagens, como também achar um templo que vende um volante da sorte que, ganhando, permite destravar uma ajuda especial ou até mesmo encontrar um Buda doidão que pode repor qualquer personagem que perdeu dependendo de quanto doar. Esse jogo é bem difícil mais pelo fato de saber escolher quem e quantos irá usar nas fases, além de recolher o dinheiro derrubado pelos inimigos e saber economizar para colocar ou repor personagens, além de comprar os itens para sobreviver as fases. Apesar de que a posição dos inimigos e dos elementos do cenário trazem um desafio a mais para desviar do tiro inimigo e escolher uma boa formação. Tem pouquíssimas trilhas, porém aproveitaram o sistema de som escroto do Game Boy para compor instrumentais simplistas, porém de ritmo bem rápido daquelas músicas japonesas feudais.

Resumindo, para um jogo bem minimalista e, talvez, de baixa verba, fizeram algo bem divertido e desafiador, vale a pena quebrar a cuca tentando fechar essa bagaça e adquirir o maior score possível. Digno de Selo Cucamonga de Qualidade.

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