quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Mole Mania




 Mais outro trabalho de Shigeru Miyamoto desapercebido no também discreto  Game Boy, vendido no tardio ano de 96. Não sei o que pensaram ao fazer o jogo, apresenta um padrão acima dos outros, infelizmente sem o apelo pleno para fazer falta nos jogadores, fora a questão de Pokémon ter estourado no aparelho e dado outra vida. A Nintendo tem essa cisma em lançar uns joguinhos acima do padrão perto do encerramento de suas plataformas ficando muita coisa boa pra trás.

Nem irei me acabar explicando a trama em que simplesmente se resume ao rapto da família da toupeira do MST que andava atazanando o grileiro parente do Mario, espalhando a corja entre seus monstros jagunços e mestres das áreas da qual a toupeira precisa passar e chegar a morada do fazendeiro. 

Mole Mania tem seu conceito rateado da série Eggerland e Adventures of Lolo da empresa parceira Hal (aquela dos Kirbys, porque desaprendeu a fazer outros bons títulos). A constituição do jogo é a visão aérea, um quadrante cheio de barreiras, armadilhas, inimigos e itens e você precisa fazer uma bomba detonar uma lápide seguindo pros demais níveis. Conforme o desafio for aumentando, mais restritas serão as suas jogadas na tentativa de destruir a barragem. O que difere de Lolo é a questão da toupeira escavar e ir pra uma tela subterrânea não deixando de apresentar suas restrições e problemas próprios; será preciso calcular as ações entre os dois planos.

Não basta fazer buracos, senão você impede a passagem de objetos e ainda a bomba passa a cair ali. A toupeira não só empurra as coisas, mas dependendo do objeto, ela concentra sua força chutando ou atirando a coisa que não para de se mover até bater em algum extremo, utilíssima arma contra inimigos. As áreas apresentam passagens secretas capazes de te levar a um bônus onde precisa roubar os repolhos do fazendeiro usando uma inchada para impedi-lo da façanha dentro do tempo marcado. Passando do primeiro mundo, os 6 restantes ficam disponíveis para entrar e sair deles a vontade, exceto é claro a área final. 

Mesmo gradativamente desafiador rendendo raiva e desinteresse em certos níveis, você pode continuar na mesma fase em que parou com isso dá pra tranquilizar a cachola e voltar a pensar numa outra artimanha não tentada anteriormente, também refletindo esta bondade da franquia Lolo

Se acha que o GB guarda apenas aqueles puzzles básicos sem qualquer carisma, tente então o Mole Mania, bem acabado, duradouro e apresenta ótima estética lembrando até o design da série Zelda. Outra joia perdida do Game Boy.

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